Manoel Carlos ficou conhecido por quebrar paradigmas na dramaturgia brasileira ao escrever a primeira protagonista negra em uma novela do horário nobre. Em 2009, ele escolheu a atriz Taís Araujo para interpretar a personagem Helena na novela das oito Viver a Vida, sendo a primeira vez que uma Helena negra era escrita pelo autor.
A escolha de Taís Araujo para o papel principal gerou polêmica e críticas, mas Manoel Carlos pouco se importou com as opiniões, afirmando que a etnia da atriz não era o aspecto mais importante. Na trama, Taís interpretava Helena, uma modelo de sucesso internacional que enfrentava a rejeição da família do marido, papel vivido por José Mayer. Para o autor, o principal era que a atriz convencesse como top model, e Taís, com sua beleza internacional, cumpriu esse papel com maestria.
Mesmo com a controvérsia, a escolha de Taís Araujo como Helena foi marcante na televisão brasileira e um dos momentos mais significativos da carreira da atriz. Em suas redes sociais, Taís agradeceu a Manoel Carlos por ter acreditado nela e por tê-la transformado, ressaltando que o autor fez o Brasil sonhar e ser mais bonito. O legado de Maneco na teledramaturgia certamente será lembrado por todos.
Manoel Carlos, carinhosamente conhecido como Maneco, escreveu novelas icônicas como Por Amor e Laços de Família, deixando sua marca na história da televisão brasileira. Sua obra sempre foi reconhecida pela delicadeza e sensibilidade na construção de personagens e enredos que envolviam e emocionavam o público.
A atuação de Taís Araujo como a primeira Helena negra de Manoel Carlos em uma novela do horário nobre foi um marco não só na carreira da atriz, mas também na representatividade negra na televisão brasileira. A importância desse momento transcendeu as telas e impactou a sociedade, mostrando a importância da diversidade e da inclusão na mídia.
A morte de Manoel Carlos aos 92 anos deixou saudades no cenário televisivo brasileiro, mas seu legado permanecerá vivo através de suas obras atemporais. O autor foi responsável por quebrar tabus e abrir portas para novas narrativas na televisão, contribuindo significativamente para a evolução da dramaturgia no país. Sua sensibilidade e talento como escritor deixarão uma marca indelével na história da TV brasileira.



