Marcos Braz deixa Remo após 8 meses: acesso e polêmicas dentro e fora de campo

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Marcos Braz deixa Remo após oito meses, acesso, reformulações e polêmicas dentro e fora de campo

Saída do agora ex-executivo de futebol foi anunciada pelo clube no último domingo, dia 25

Braz comemora acesso com Remo e fala sobre dificuldade de trabalhar em rivais do Flamengo

Foi de forma surpreendente, assim como se deu a chegada dele, que Marcos Braz deixou o Remo, em informação anunciada pelo próprio clube na tarde do último domingo, dia 25. O executivo encerrou o ciclo de trabalho que durou praticamente oito meses, que teve o acesso para à Série A como ponto alto, em meio a reformulações e algumas polêmicas no caminho.

No dia 30 de maio do ano passado, em meio a um bom início de Série B, o Remo perdeu o executivo de futebol Sérgio Papellin, que tinha sido o responsável por montar o grupo que alcançou o acesso da terceira para a segunda divisão no ano anterior. A reposição para o cargo veio logo, com um nome que não se imaginava.

Logo no começo do trabalho, Marcos Braz precisou tomar uma decisão importante: escolher o substituto do técnico Daniel Paulista, que pediu para sair pois havia recebido uma proposta do Sport. O escolhido foi o português António Oliveira. No grupo de jogadores, a mexida foi ainda maior, pois 16 foram contratados, enquanto 13 deixaram o time entre empréstimos, rescisão e vendas.

Escolhido por Braz para substituir o então técnico Daniel Paulista, o português António Oliveira esteve longe de ser unanimidade na chegada, e seguiu sendo questionado após os resultados pelo Remo. Ele estreou com derrota para o Paysandu, no Re-Pa da 13ª rodada da Série B. As cobranças se intensificaram após uma derrota sofrida para o Criciúma, em pleno Estádio Mangueirão, momento em que o aproveitamento dele no comando, com 41% em 12 jogos disputados.

A escolha de Marcos Braz e da diretoria do Remo foi pela chegada do técnico Guto Ferreira, que começou a Série B no Cuiabá, mas deixou o time mato-grossense no início do segundo turno. A melhora com o novo treinador foi imediata. Na 12ª colocação, com 39 pontos, a sete do G-4, restando apenas 10 rodadas, o Remo tinha uma tarefa complicada para conquistar o acesso, mas foi aí que alguns dos contratados por Braz surgiram como protagonistas da equipe, caso de Diego Hernández, que decidiu o Re-Pa do 2º turno com um gol de falta nos acréscimos.

A passagem do executivo de futebol pelo Remo foi marcada por reformulações dentro e fora de campo. Nas dependências do Baenão, ele costumava destacar obras estruturais na tradicional casa do time, sendo as mais recentes nos vestiários e refeitórios, além do gramado. E foi com o trabalho de Braz que o Remo iniciou a formação do elenco para 2026. Até o momento, são 11 nomes anunciados: Alef Manga, Carlinhos, João Lucas, Léo Andrade, Marlon, Patrick, Patrick de Paula, Pikachu, Rafael Monti, Thalisson, Zé Ricardo e Zé Wellison. Além deles, há a expectativa para o anúncio de Leonel Picco, em uma operação estimada em R$ 9 milhões, maior compra da história remista.

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