Maria Elizabeth: história da santinha de Passo Fundo que previu a própria morte em acidente no RS

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Quem foi Maria Elizabeth, a menina que teria previsto a própria morte em acidente e virou santa popular no RS

Túmulo de Maria Elizabeth de Oliveira, em Passo Fundo, no norte do estado, atrai devotos há 60 anos.

Túmulo de Maria Elizabeth de Oliveira, em Passo Fundo, no norte do estado, atrai devotos há 60 anos. — Foto: Eduarda Costa/Agência RBS

Fé e devoção atraem visitantes todos os anos ao túmulo de Maria Elizabeth de Oliveira, uma menina que morreu aos 14 anos em Passo Fundo, no Norte do RS, e que é considerada santa. Ela sofreu um acidente de trânsito há 60 anos. O curioso é que ela teria dado detalhes sobre sua morte antes que acontecesse. Com o passar das décadas, sua história ganhou força entre devotos, que visitam o túmulo para dar graças e fazer pedidos.

Conhecida como “santinha de Passo Fundo”, Maria Elizabeth e outras quatro crianças foram atropeladas por uma Volkswagen Kombi em 1965. Somente ela se feriu com gravidade e faleceu horas depois no hospital.

O acidente foi noticiado em rádios e teve grande repercussão, fazendo com que moradores se reunissem em frente à casa de saúde em busca de notícias. Logo após o sepultamento, seu túmulo no Cemitério Vera Cruz passou a ser visitado. Veja abaixo reportagem de 2016 sobre o caso.

Os fiéis costumam oferecer rosas vermelhas à santinha. A tradição começou em seus últimos momentos de vida, com a entrega de uma flor em sua cama, no hospital, logo após o acidente. Todos os anos, centenas de pessoas vistam o jazigo, principalmente no aniversário da morte de Maria Elizabeth, em novembro.

Há relatos de que, antes de morrer, Maria Elizabeth avisou aos amigos e familiares sobre o acidente. Além disso, o livro Maria Elizabeth de Oliveira: uma estrela no céu (1969), de Fidélis Dalcin Barbosa, traz depoimentos de pessoas próximas a ela que relatam o suposto desejo da menina de morrer. A jovem teria afirmado que desejava comemorar seus 15 anos “no céu”.

Pouco antes do acidente, a adolescente teria escolhido um caixão na vitrine de uma funerária, que “teria sido efetivamente utilizado, sem o conhecimento dos pais acerca desse diálogo com uma amiga”, destaca a historiadora.

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