A deputada estadual Marina Helou anunciou nesta segunda-feira (9) que deixou a Rede Sustentabilidade e se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), onde deve concorrer ao cargo de deputada estadual. Helou é uma das fundadoras da Rede Sustentabilidade no estado de São Paulo e ajudou a formar o partido liderado pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
Desde o ano passado, a Rede passa por uma disputa interna entre os membros liderados por Marina e da ex-senadora Heloísa Helena. Helou é apoiadora de primeira hora de Marina Silva e em oito anos foi a única deputada estadual eleita pela Rede na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ela aproveitou a janela partidária aberta até 3 de abril para fazer a migração partidária.
A disputa entre os grupos da ministra do Meio Ambiente e Heloísa Helena pelo comando da Rede Sustentabilidade acontece principalmente por divergências sobre o controle do partido, sua estratégia política e as regras internas da legenda. A Rede tem um modelo em que os “porta-vozes” do partido funcionam como presidentes da legenda. Nas últimas eleições internas, os dois grupos apoiaram chapas diferentes para esse comando.
Disputa interna e consequências políticas
Isso consolidou o controle político do partido nas mãos da corrente liderada por Heloísa Helena. Outro motivo da disputa é a linha política da Rede. O grupo de Marina Silva costuma ser mais próximo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e da base governista. Já o grupo de Heloísa Helena tem posição mais crítica ao governo federal e busca maior autonomia da legenda.
As diferenças influenciam decisões sobre alianças eleitorais e candidaturas. A crise interna no partido, marcada pela disputa com Heloísa Helena, fez Marina passar a considerar sair da legenda que ela mesma fundou. Mudanças no estatuto do partido fortaleceram o grupo de Heloísa Helena, aumentando a tensão interna.
Novo rumo político
Uma das hipóteses discutidas é ela disputar o Senado por São Paulo em outra legenda. A legenda principal a recebê-la é o PSB. Mas o PT tem negociado a volta da ministra, após divergências durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.




