Marinha promove médica morta no RJ e outras 3 mulheres a contra-almirantes
Gisele Mendes de Souza e Mello estava em hospital administrado pela Marinha quando foi baleada
A médica Gisele Mendes de Souza e Mello e outras três mulheres foram promovidas ao cargo de contra-almirantes pela Marinha Brasileira. A decisão foi tomada no início da noite dessa quarta-feira (26).
No caso de Gisele, a decisão é uma homenagem post mortem, já que ela foi acertada por uma bala perdida na cabeça e morreu durante o expediente no último mês de dezembro. As mulheres escolhidas, com isso, passam a ocupar a última escala da hierarquia militar da Marinha, chegando a oficiais generais. As outras três capitães de Mar e Guerra promovidas estão no mesmo departamento que Gisele trabalhou, o Corpo de Saúde da Marinha.
Ao todo, foram 26 promoções na hierarquia da Marinha, quatro mulheres e 22 homens. Dois deles receberam a promoção ao ponto mais alto, de almirantes de esquadra, os vice-almirantes Guilherme da Silva Costa e Paulo César Bittencourt Ferreira.
As mulheres escolhidas para a promoção foram: Daniella Leitão Mendes, Mônica Medeiros Luna e Claudia Regina Amaral da Silva Fiorot. Com as mudanças de patente, DE passa a ter sete mulheres no nível de oficiais generais na história, quatro delas na ativa.
“A mulher pode ser o que ela quiser na Marinha”, defende o contra-almirante Alexandre Taumaturgo Pavoni, que comanda a Comunicação Social da Marinha.
Desde 1995 na Marinha, Gisele estava trabalhando quando foi atingida. A CNN já havia adiantado que ela era cotada para o posto antes mesmo da decisão desta quarta-feira (26).