Homem que confessou ter matado a própria mãe em BH irá a júri popular
Matteos França Campos foi preso em julho do ano passado, cinco dias após o corpo da professora Soraya Tatiana ter sido encontrado coberto por um lençol num viaduto. Ele afirmou ter cometido o crime após a mãe se negar a pagar uma dívida dele.
Matteos França Campos, assassino confesso da própria mãe, a professora Soraya Tatiana, irá a júri popular. Em decisão publicada nesta terça-feira (03), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) informou que a data do julgamento ainda deverá ser marcada.
O assassinato ocorreu em julho de 2025. Matteos foi preso cinco dias após o corpo da mãe dele ser encontrado coberto por um lençol, em Vespasiano, na Grande BH, perto de um viaduto, com sinais de violência que levantavam suspeitas de crime sexual. Segundo a polícia informou à época, no entanto, não houve violência sexual, e o investigado tentou simular o desaparecimento da mãe. A denúncia apresentada à Justiça pelo Ministério Público aponta que Matteos matou a mãe após os dois se desentenderem por ela se recusar a arcar com as dívidas dele.
O réu será julgado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Em agosto de 2025, o escritório de advocacia que representava Matteos França Campos desistiu de atuar em sua defesa alegando ‘motivos éticos e morais’. Em retorno ao Diário do Estado, a defesa do acusado composta pelos advogados Victor Alves Andrade e Érika Ramos e Silva, informaram que vão recorrer da decisão.
Na decisão, a juíza Ana Carolina Rauen manteve a prisão preventiva, citando a gravidade do crime, a necessidade de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal. Com a sentença, o processo segue agora para o Tribunal do Júri de Belo Horizonte. Caberá aos jurados populares decidir se o acusado é culpado ou inocente.
O júri popular é o tipo de julgamento usado no Brasil para casos de crimes contra a vida, como homicídio. Nesse modelo, quem decide se o acusado é culpado ou inocente não é apenas um juiz, mas sete cidadãos comuns, chamados de jurados, escolhidos entre pessoas da sociedade. Durante o julgamento, esses jurados escutam a acusação, a defesa, as testemunhas e analisam as provas apresentadas. Ao final, eles votam de forma secreta, e a decisão da maioria define o resultado do processo. O juiz conduz a sessão e, se houver condenação, é ele quem fixa a pena.




