Médico acusado de envenenar esposa bloqueia visitas da amante na prisão

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Médico acusado de matar esposa envenenada pede cancelamento de visitas da
namorada na prisão

Letícia Camilo Laurindo era amante de Luiz Antonio Garnica na época em que
Larissa Rodrigues morreu em Ribeirão Preto (SP). Ele e a mãe estão presos desde
maio de 2025 e aguardam júri popular.

Luiz Antônio Garnica tira nome de amante da lista de visitantes na cadeia

O médico Luiz Antonio Garnica, acusado de matar a esposa envenenada com
chumbinho em Ribeirão Preto (SP), pediu o cancelamento das visitas da namorada
dele, Letícia Camilo Laurindo, na prisão. Letícia era amante dele na época do
crime. O relacionamento extraconjugal foi apontado pelo Ministério Público (MP)
como uma das motivações para o assassinato da vítima.

Garnica está preso desde maio de 2025 pela morte da professora de pilates
Larissa Rodrigues. A mãe dele, Elizabete Arrabaça, também foi presa por
participação no crime.

Em julho, a Justiça decretou a prisão preventiva de mãe e filho.
Elizabete foi levada à Penitenciária de Tremembé (SP) e Garnica foi para a
Penitenciária de Serra Azul (SP). Eles permanecem nas unidades aguardando
julgamento.

Para visitar o médico na prisão Letícia solicitou autorização da Secretaria de
Administração Penitenciária (SAP). O pedido foi feito em setembro por meio de
uma declaração de união estável não reconhecida em cartório.

Ela estava impedida de fazer visitas por causas das regras do estado, que
considera apenas pessoas da família, o que inclui parceiros em uniões
reconhecidas por lei, para acesso ao preso.

Mas em dezembro, a Justiça determinou à Polícia Civil a abertura de investigação
contra Letícia por falsidade ideológica.

A suspeita surgiu depois que ela e Garnica participaram da audiência de
instrução do caso, quando testemunhas e réus são ouvidos. À Justiça, os dois
declararam que não mantinham união estável, contradizendo as informações de
Letícia prestadas à SAP.

Atualmente, Garnica recebe apenas as visitas do pai na prisão.

O CASO

Garnica e a mãe dele, Elizabete Arrabaça, estão presos desde maio e serão
levados a júri popular, ainda sem data para acontecer. Ambos negam envolvimento.

Eles respondem por homicídio qualificado por motivo torpe, além de feminicídio
qualificado por ser causado por emprego de veneno, meio insidioso ou cruel,
mediante dissimulação, além de recurso que dificultou a defesa da vítima.

O médico ainda é acusado de fraude processual por alterar a cena do crime no dia
em que Larissa foi encontrada morta no apartamento em que vivia com ele.

A investigação apontou que, no início de março de 2025, Larissa tinha descoberto
que o marido mantinha uma relação extraconjugal. Na véspera de ser morta, ela
enviou uma mensagem ao marido dizendo que ia procurar um advogado para tratar
da separação.

A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que a professora começou a ser
envenenada pela sogra a mando do filho para evitar uma partilha de bens no caso
do divórcio.

Após a morte de Larissa, Garnica acionou um seguro para quitar parte do
apartamento financiado que está no nome do casal.

Tanto Garnica como Elizabete estavam endividados e tinham interesse em manter o
patrimônio nas mãos do médico.

Ao prestar depoimento à Justiça de Ribeirão Preto em outubro de 2025, Letícia
Laurindo disse que Garnica não tinha intenção de se separar da esposa porque
gostava das duas.

“Ele não ia se separar, ele não queria se separar. Isso está bem esclarecido nas
mensagens com ele. Ele não queria, ele gostava dela, mas ele gostava de mim
também. Gostava das duas ao mesmo tempo, mas eu também gostava do Luiz. Eu
entendo a situação dele porque eu também gostava do meu ex”, disse.

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