O médico Wagner Scheeren Brum, de apenas 28 anos, foi premiado com o One to Watch Award 2026, concedido pela Alzheimer’s Association, em Manchester, Reino Unido. O jovem pesquisador brasileiro se destacou por sua pesquisa inovadora na área de Alzheimer, motivado pelo amor à avó que sofria da doença e perdeu suas próprias lembranças. A distinção é resultado do reconhecimento do potencial de Brum como líder em neurociência, sendo considerado a próxima geração de cientistas nessa área.
A premiação aconteceu durante a AAIC Neuroscience Next, conferência internacional que reúne estudantes, pós-doutorandos e pesquisadores iniciantes de vários países. O prêmio é um marco na carreira de Wagner, que ainda não concluiu seu doutorado em Bioquímica pela UFRGS.
Formado em Medicina pela UFRGS em 2025, o pesquisador brasileiro se dedicou desde cedo ao estudo de biomarcadores para Alzheimer. Sua pesquisa inovadora se concentra na interpretação de exames de sangue para a doença, em um modelo que promete revolucionar o diagnóstico.
A história por trás do prêmio
Wagner Brum iniciou sua trajetória científica ainda na graduação, combinando faculdade e doutorado simultaneamente. Motivado pela experiência pessoal de ver a avó enfrentando o Alzheimer, sua pesquisa ganhou destaque internacional com o desenvolvimento do exame de sangue p‑tau217. Esse novo modelo de interpretação de exames pode tornar o diagnóstico da doença mais acessível e rápido, impactando positivamente a prática clínica mundial.
O avanço científico e suas aplicações
O exame de sangue p-tau217 representa uma mudança significativa no diagnóstico do Alzheimer, permitindo uma abordagem mais simples e escalável. Com o modelo de “dois passos” proposto por Wagner, a segurança diagnóstica aumenta, evitando decisões baseadas em resultados ambíguos. Essa inovação já foi aprovada pelo FDA em 2025, abrindo caminho para sua aplicação clínica em larga escala.
O impacto global da pesquisa de Brum
A Alzheimer’s Association reconheceu o trabalho de Wagner Brum por sua aplicabilidade prática na interpretação clínica dos biomarcadores para Alzheimer. O pesquisador destaca a importância de capacitar profissionais de saúde no Brasil para incorporar o novo exame à rotina médica, promovendo diagnósticos mais precisos e acessíveis. Com a chegada de tratamentos que demandam confirmação biomarcadora, a pesquisa de Brum torna-se ainda mais relevante para garantir decisões clínicas seguras e justas.



