Médico palestino de Valinhos relata o impacto dos mísseis perto da família na Cisjordânia

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Os mísseis passam em cima da casa da minha família’, diz médico palestino que
mora em Valinhos

Com parentes na Cisjordânia, Abdel Latif acompanha à distância a escalada do
conflito entre EUA, Israel e Irã e diz que a guerra faz parte da rotina de quem
vive na região há décadas.

‘Mísseis passam em cima da casa da minha família’, diz médico palestino de
Valinhos [https://s04.video.glbimg.com/x240/14394207.jpg]

‘Mísseis passam em cima da casa da minha família’, diz médico palestino de
Valinhos

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã não afeta apenas
turistas brasileiros que estão no Oriente Médio. Para o médico Abdel Latif, que
mora em Valinhos [https://de.de.com/sp/campinas-regiao/cidade/valinhos/] e
integra a Sociedade Islâmica de Campinas, a guerra atinge diretamente a própria
família.

Os parentes dele vivem na Cisjordânia, território palestino que faz fronteira
com Israel e que voltou a ficar sob tensão após a troca de ataques iniciada no
último sábado (28).

Abdel acompanha tudo à distância, mas com preocupação diária. Ele relata que os
ataques cruzam o céu da região onde vivem os parentes.

> “Minha família mora numa aldeia perto da cidade de Belém. Fica na fronteira
> entre Cisjordânia e Israel (…) Irã está atacando o país que atacou
> primeiramente. Então, está atacando Israel. Os mísseis que chegam a Israel
> passam em cima da casa da minha família”, explica o médico.

Família de médico mora na fronteira entre Cisjordânia e Israel — Foto:
Arquivo pessoal

Enquanto líderes mundiais discutem cessar-fogo e estratégias militares, Abdel
mantém contato com os familiares na Cisjordânia e diz que a apreensão é
constante. Para ele, a guerra é parte da rotina de quem vive na região há
décadas.

> “A guerra contra Irã, a gente vive diariamente há 70 anos. A nossa preocupação
> continua”, lamenta o palestino.

Abdel Latif com a família na fronteira da Cisjordânia com Israel — Foto:
Arquivo pessoal

O conflito se intensificou no último fim sábado (28), após ofensivas conduzidas
por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos. Segundo o governo americano,
o objetivo é enfraquecer o programa nuclear do Irã, acusado de enriquecer urânio
para possível produção de armas — o que Teerã nega.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e também contra áreas
estratégicas com presença militar americana. Autoridades iranianas falam em mais
de 550 mortos desde o início dos ataques. O presidente dos EUA, Donald Trump,
afirmou em coletiva que a guerra pode durar de quatro a cinco semanas.

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