Médico preso em Cavalcante estava com registro profissional cancelado, diz Polícia

Relatos e vídeo em redes sociais informavam que médico foi preso por não atender delegado com prioridade

Segundo relatos da população de Cavalcante, o médico Fábio França foi preso, na tarde desta quinta-feira (27), por não atender com prioridade um delegado da cidade que estaria com Covid-19. A comunidade organizou protesto para a manhã desta sexta-feira (28) em favor do médico. No entanto, a Polícia Civil (PC) informou que o homem foi preso pelo delegado Alex Rodrigues porque seu registro no Conselho Regional de Medicina estava cancelado.

Vídeo que circula pelas redes sociais mostra o exato momento da prisão. Na gravação, uma mulher diz “abuso dos policiais de Cavalcanti (GO), que vão levar o doutor Fábio porque o delegado não foi atendido com prioridade”. A população organizou manifestação com início às 9h desta sexta-feira, em defesa do médico detido.

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Convite para manifestação circula nas redes sociais e é anterior ao posicionamento da PC (Imagem: Reprodução/Facebook)
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Segundo a nota da Polícia Civil, o delegado Alex Rodrigues, responsável pela delegacia de Cavalcante, procurou a Unidade Básica de Saúde (UBS) na manhã de quinta-feira com sintomas de Covid-19.

“No decorrer do dia, nas visitas que fez ao posto médico para tratar de seus exames, e em decorrência da forma em que o profissional o atendia, terminou sendo cientificado de que o médico estaria atuando de tal maneira por insegurança, dado ao exercício profissional irregular praticado. Realizados levantamentos técnicos acerca do registro profissional do suposto médico, Fábio França, constatou que o registro do médico junto ao Conselho Regional de Medicina de Goiás estava cancelado”, detalha o texto.

Ainda segundo a PC, o delegado voltou ao consultório do para esclarecer a situação e o médico “se alterou e ofendeu a autoridade policial e sua equipe”. Segundo a PC, havia testemunhas, entre elas uma enfermeira da unidade de saúde.

O médico foi autuado em flagrante delito pelos crimes de exercício irregular da profissão, desacato, resistência, desobediência, ameaça e lesão corporal. Por determinação da Delegacia-Geral de Polícia Civil, o caso é acompanhado pela Gerência de Correições e Disciplina. Ainda conforme a nota, corregedoria da Polícia Civil de Goiás acompanhará o caso.

Confira vídeo que mostra o momento da prisão:

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