Embora temores estejam empatados na margem de erro, numericamente mais entrevistados (43%) rejeitam reeleição do presidente do que eleição de Flávio Bolsonaro (PL) como presidente da República. Em fevereiro, 44% diziam que tinham medo do retorno da família Bolsonaro ao Planalto, enquanto 41% diziam que temiam mais que Lula permanecesse no poder. A oscilação ocorreu dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mas numericamente o temor sobre a reeleição do petista aumentou.
A Quaest passou a fazer essa avaliação dentro de suas pesquisas em março de 2025 e, desde então, o medo da família Bolsonaro voltar sempre era superior ao da permanência de Lula como presidente. O levantamento de hoje mostra que, numa simulação de segundo turno, Flávio e Lula aparecem empatados, ambos com 41% das intenções de voto.
Esse temor vem na esteira de um aumento na rejeição ao governo Lula, que tem tido dificuldade de reverter a avaliação negativa. A pesquisa desta quarta mostra 51% desaprova a gestão Lula, enquanto 44% aprovam. Essa é a primeira vez desde meados do ano passado em que há uma discrepância tão grande entre a aprovação e rejeição do governo, com sete pontos percentuais de diferença, acima da margem de erro (que é de 2 pontos para mais ou para menos).
Numericamente, a visão negativa sobre o governo subiu e a positiva diminuiu, na esteira das investigações relacionadas ao caso Master, que têm respingado negativamente no governo, na quebra de sigilo de Lulinha no âmbito das investigações sobre desvios de recursos do INSS e no desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou Lula em fevereiro, mas atacou famílias conservadoras e gerou uma onda de críticas de setores evangélicos.
Na economia, a percepção pública tampouco é positiva. A maior parte dos entrevistados na pesquisa (66%) disse não ter se sentido beneficiado com a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e apenas 17% considera que o aumento na renda após a mudança foi significativo.
Para 48% dos entrevistados, a economia brasileira piorou nos últimos 12 meses, enquanto 26% acreditam que ficou do mesmo jeito. Somente 24% responderam que houve melhora na economia. Os números representam uma piora na visão sobre o governo em relação à pesquisa anterior, feita em fevereiro, quando 43% consideravam que a economia havia piorado e 30% dizia que estava do mesmo jeito.




