A exumação dos corpos dos cinco integrantes dos Mamonas Assassinas ocorre em Guarulhos, na Grande São Paulo. O projeto visa criar um memorial vivo em homenagem à banda. A inauguração do espaço gratuito para o público está prevista para esta semana antes do aniversário de 30 anos da tragédia que tirou a vida do grupo.
A iniciativa foi decidida em conjunto pelos familiares dos músicos e o BioParque Cemitério de Guarulhos. A cremação de parte dos restos mortais resultará em adubo para o plantio de cinco árvores, uma representando cada integrante. O espaço contará com totens, QR Codes e um ambiente para os fãs deixarem mensagens.
O memorial será instalado ao lado dos túmulos dos artistas, mantendo-os abertos à visitação. As árvores terão identificação com QR Codes, permitindo acesso a fotos, vídeos e relatos sobre os músicos. O local terá bancos, totens interativos e áreas para mensagens e comemoração da história da banda.
A escolha das espécies de árvores foi feita pelas famílias, que participaram ativamente das decisões. As cinzas serão colocadas em urnas biodegradáveis com sementes selecionadas. Cada árvore terá sua evolução acompanhada digitalmente, desde o plantio até o crescimento no memorial.
O memorial vivo dos Mamonas Assassinas foi pensado como um ambiente permanente e acessível, sendo o primeiro do tipo. A homenagem busca criar um espaço de memória coletiva e celebração da história da banda, possibilitando que fãs e visitantes deixem suas recordações.
A tragédia que vitimou a banda em um acidente aéreo na Serra da Cantareira, em 1996, gerou grande comoção nacional. O velório e o cortejo das vítimas foram acompanhados por milhares de fãs. O memorial permitirá que a memória e a influência dos Mamonas Assassinas continuem vivas.
Novos detalhes sobre a inauguração e horários de visitação serão divulgados durante a semana, mantendo os fãs informados sobre o acesso ao memorial e permitindo que todos os interessados participem da homenagem.




