Menções a Lula sobre guerra no Irã são 82% negativas nas redes

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A escalada de tensão envolvendo ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã e as reações internacionais dominaram o debate político nas redes sociais brasileiras na última semana. E impulsionaram menções ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tiveram posições antagônicas no conflito.

Levantamento da Datrix, empresa de inteligência de dados digitais, mostra que o tema criou mais de 75 mil menções em português de 27 de fevereiro a 5 de março. As publicações tiveram alcance de 2,5 bilhões de impressões, que são as vezes em que conteúdos aparecem em telas de celulares, computadores ou tablets, e 2,34 milhões de interações, entre curtidas, compartilhamentos e comentários.

Quando associados diretamente ao conflito, os 2 políticos tiveram desempenhos distintos nas redes.

Lula lidera menções

Segundo a Datrix, foram 21,47 mil menções relacionadas ao tema, que criaram cerca de 900 milhões de impressões e 24,5 milhões de interações. O presidente também concentrou a maior presença entre influenciadores, jornalistas e políticos monitorados pela empresa.

Apesar da maior visibilidade, o sentimento predominante foi negativo. A análise mostrou que: 82% das menções foram críticas; 12% neutras; 6% positivas. Parte relevante das críticas veio pela associação de Lula com líderes de regimes autoritários ou organizações classificadas como “terroristas”.

Flávio Bolsonaro tem maioria favorável

O senador Flávio Bolsonaro teve menos destaque, porém com predominância de avaliações positivas. Foram 1,71 mil menções relacionadas a ele, com cerca de 120 milhões de impressões e 1,6 milhão de interações. Entre influenciadores e formadores de opinião monitorados, Flávio registrou principalmente avaliações favoráveis. Segundo a Datrix, a repercussão positiva foi associada ao alinhamento com a política externa dos EUA e Israel.

Para a Datrix, a crise envolvendo o Irã provocou uma disputa narrativa nas redes brasileiras sobre política externa, com Bolsonaro e Lula em lados opostos. O episódio ilustra como crises internacionais podem impactar diretamente o debate político doméstico nas redes sociais, ampliando as divergências entre líderanças nacionais em busca de protagonismo.

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