Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para Superintendência da PF

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O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta
quinta-feira (19) da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência
da Polícia Federal, no centro da capital.

Vorcaro chegou ao prédio da PF pouco depois das 19h, em um helicóptero da
Polícia Federal.

Ainda antes das 20h, o banqueiro passou por exame de corpo de delito no próprio
complexo da PF – praxe nesse tipo de transferência.

Autorização e Pedido de Prisão Domiciliar

A defesa de Daniel Vorcaro tinha pedido o envio do executivo para a prisão
domiciliar. Na decisão, Mendonça negou a domiciliar e decidiu pela transferência
para as dependências da PF.

O documento assinado por Mendonça não foi divulgado.

O dono do banco Master é investigado por crimes financeiros, além de
envolvimento em pagamentos indevidos a agentes públicos e na montagem de uma
espécie de milícia privada para monitorar autoridades e perseguir jornalistas.

Possível Delação Premiada

Nesta quarta-feira (18), a TV Globo apurou que o advogado de Vorcaro, José Luís
Oliveira Lima, procurou a PF para informar sobre o interesse do banqueiro em
firmar um acordo de delação premiada.

Questionado pela TV Globo, o advogado de Vorcaro afirmou que não vai comentar o
caso neste momento. Segundo ele, a decisão se deve à “sensibilidade do caso”.

Reunião com o Ministro

Nesta terça-feira (17), a nova defesa de Vorcaro também se reuniu com o ministro
André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal.

O encontrou tratou dos desdobramentos do caso. E, de acordo com relatos, os
advogados apontaram ao ministro que uma das possibilidades avaliadas por Vorcaro
é uma delação premiada.

Rotina Rígida na Penitenciária Federal

Na Penitenciária Federal de Brasília, onde estava preso até a tarde desta
quinta, Vorcaro estava sujeito a uma rotina rígida de isolamento e horários.

As celas na penitenciária são todas iguais, com 6 metros quadrados – uma cama,
uma mesa e um assento, e também a estrutura de “banheiro” com pia, vaso
sanitário e chuveiro. Todos os elementos são de concreto.

Não há tomadas elétricas. A energia do chuveiro e das lâmpadas é ativada e
desativada em horários pré-determinados, sem controle de cada detento.

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