Cão Orelha: menina em vídeo com adolescente no dia das agressões sofre ameaças após divulgação de imagem fora do contexto, diz defesa
A polícia reconheceu que imagem foi utilizada de forma ilustrativa e não corresponde ao momento em que o ataque ao animal teria ocorrido.
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Menina em vídeo com adolescente no dia das agressões sofre ameaças, diz defesa
Na última semana, uma imagem usada fora de contexto acabou expondo uma adolescente que aparece em um vídeo divulgado pela Polícia Civil ao lado do jovem apontado como responsável pela morte do cão comunitário Orelha [https://DE.DE.DE/fantastico/noticia/2026/02/08/novas-informacoes-caso-orelha.ghtml], na Praia Brava, em Florianópolis. A imagem foi apresentada durante a divulgação do resultado da investigação.
Na gravação, a menina aparece ao lado do menor como se estivessem seguindo para a praia às 5h25 da manhã, no período em que os investigadores acreditam que o ataque ao animal tenha acontecido.
A polícia reconheceu que, na verdade, o vídeo é de cerca de uma hora depois da agressão e disse que usou a imagem com caráter meramente ilustrativo. Desde então, a jovem sofre ameaças na internet, segundo o advogado da família da adolescente, Alessandro Marcelo de Sousa.
“Estão acusando dela ter presenciado esse ato brutal com o animal. Ela não presenciou. Eles estão dizendo que ela tem 19 anos e, na verdade, ela tem somente 16”, afirmou.
JOVEM DIZ QUE RAPAZ NÃO ESTAVA SOZINHO
As imagens mostram que o jovem apontado como agressor da Orelha estava com outros adolescentes quando foi para a praia. A jovem voltou com ele às 5h58 e disse que, quando encontrou o rapaz na praia, ele não estava sozinho.
Em depoimento, a adolescente relatou que encontrou o jovem na praia e que ele não estava sozinho naquele momento.
“Ele estava com três meninos”, afirmou.
Ela também disse que, durante o tempo em que caminhou pela orla, não viu nenhum cachorro.
De acordo com as imagens e o depoimento dessa jovem, o adolescente foi visto acompanhado no começo e no fim do período em que a polícia acredita que o Orelha sofreu a violência.
Em nota, a polícia informou que há testemunhos que relatam que o adolescente permanecia sozinho em determinados períodos. E disse ainda que a investigaão ão se fundamenta em registros isolados, mas na análise do conjunto probatório reunido ao longo do inquérito policial.
CASO SEGUE EM APURAÇÃO
A morte do cachorro Orelha ocorreu no dia 4 de janeiro e causou comoção entre moradores da Praia Brava. O animal foi encontrado gravemente ferido no dia seguinte, levado a um veterinário e morreu pouco depois.
Segundo a polícia, não há imagens nem testemunhas do momento exato da agressão. Um laudo indireto, baseado em atendimento veterinário, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente.
O relatório da investigação foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, que informou que vai solicitar diligências complementares para aprofundar as apurações.
Moradores da região dizem que esperam esclarecimentos sobre o que aconteceu.
“Queremos saber exatamente o que aconteceu. Não é justo que pessoas sejam acusadas sem prova”, afirmou um morador.
Orelha era conhecido como mascote da Praia Brava e circulava livremente pela região.
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Caso Orelha: novos vídeos e depoimentos do caso [https://s04.video.glbimg.com/x240/14328103.jpg]
Caso Orelha: novos vídeos e depoimentos do caso
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