RECIFE (PE) — O pai de João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, que teve uma das pernas amputada após ser mordido por um tubarão na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, falou publicamente nesta sexta-feira (5) sobre o estado de saúde do filho. Lucas Nemezio informou que o menino segue em isolamento estrito por causa do alto risco de infecção, com imunidade baixa, e agradeceu aos profissionais que o socorreram.
Pai detalha isolamento e riscos de infecção
Em declaração publicada nas redes sociais, Lucas Nemezio explicou que a medida de isolamento é vital para a recuperação do filho. “Cada visita, por mais cheia de carinho que seja, representa um risco que ele não pode correr agora”, afirmou. O menino ficou quatro dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Restauração, no Derby, área central da capital pernambucana. Na quinta-feira (4), foi transferido para uma unidade da rede Unimed, na Ilha do Leite, também no Centro do Recife.
O pai, que ingressou há quatro meses na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e estava prestando serviço em Manaus, disse estar tentando viabilizar a transferência de volta para Pernambuco. Ele destacou que o filho mora com a mãe e o irmão em uma casa pequena e que a recuperação será longa. A família iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos para o tratamento, incluindo adaptações estruturais, medicamentos e suporte psicológico.
Socorro na praia foi determinante para salvar a vida
Lucas Nemezio agradeceu especialmente à médica Luísa Monte, que realizou um torniquete na perna da vítima ainda na praia, antes da chegada dos bombeiros. O procedimento foi fundamental para conter a hemorragia e salvar a vida do garoto. “No dia mais difícil das nossas vidas, testemunhamos um milagre. Esse milagre só foi possível porque Deus colocou anjos no caminho do meu filho”, declarou.
Além do menino, a jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, também foi vítima de ataque de tubarão na Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, no dia seguinte ao incidente com João Lucas. Ela perdeu a perna direita e recebeu alta da UTI na quinta-feira, seguindo internada na enfermaria do Hospital da Restauração. Segundo o Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), um tubarão-cabeça-chata foi o responsável pelo ataque ao menino, e um tubarão-tigre, pelo ataque à jovem.



