Mestre Ciça comemora vitória da Viradouro e entra para o panteão do Carnaval

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Mestre no comando das baterias, Ciça entra no panteão dos imortais do Carnaval
com a vitória da Viradouro

Mestre Ciça, que fará 70 anos em julho, fica consagrado com a vitória da Unidos
da Viradouro no Carnaval 2026 do Rio de Janeiro — Foto: Thaís Brum / Facebook
Unidos do Viradouro

A vitória da escola de samba Unidos do Viradouro – eleita a campeã do Carnaval
do Rio de Janeiro no fim da tarde desta quarta-feira de cinzas –
entroniza Mestre Ciça no panteão dos imortais. Enredo da agremiação de Niterói
(RJ), Moacyr da Silva Pinto disse com a notória humildade que a vitória não é
somente dele, mas de todo sambista.

A caminho dos 70 anos, a serem festejados em 20 de julho, Ciça – nascido em 1956
na cidade do Rio de Janeiro (RJ) – personifica o sambista que dá o sangue e o
suor para ver brilhar a escola em que desfila. Ciça é um mestre da bateria.
Exerce a função de diretor de bateria há 38 anos, precisamente desde 1988, ano
em que comandou os ritmistas da escola Estácio de Sá.

Inspiração do enredo “Pra Cima, Ciça”, o artista é cria do Carnaval. Debutou nos
desfiles no Carnaval de 1971 como passista e ritmista da escola de samba Unidos
de São Carlos, agremiação que, em 1983, passou a se chamar Estácio de Sá. Ciça
atuou como diretor de bateria da Viradouro a partir de 1999. Ficou até 2009 na
agremiação fluminense, mas voltou dez anos depois, em 2019, permanecendo deste
então na Viradouro.

Com passagens por Unidos da Tijuca, Acadêmicos do Grande Rio e União da Ilha do
Governador, Ciça já era uma lenda viva para os integrantes da escola antes do
Carnaval 2026.

A vitória de hoje da Viradouro somente consolida a força do mestre campeão na
comunidade carnavalesca. Mais do que um ritmista ou diretor de bateria, Ciça é
um exemplo a ser seguido pelo amor ao Carnaval.

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