Michelle Bolsonaro organiza campanha ao Senado com foco no marido

Michelle Bolsonaro organiza campanha ao Senado com foco no marido

Na corrida pelo Senado no Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) está implementando um plano para conciliar suas atividades eleitorais com a rotina de cuidados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar desde maio. Para isso, a ex-primeira-dama pretende adaptar sua agenda de campanha, optando por compromissos mais curtos e concentrados.

A equipe de campanha de Michelle contará com aliadas que a representarão em compromissos quando necessário. Entre elas estão a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do DF, Celina Leão (PP). A senadora não está concorrendo nas eleições, mas se comprometeu a participar de reuniões onde Michelle não puder estar presente.

Além dos compromissos políticos, a família também desempenhará um papel importante no suporte à campanha. Diego Torres, irmão de criação e primeiro suplente de Michelle, ajudará na coordenação das áreas jurídicas, contábeis, de comunicação e logística da campanha. Isso é fundamental, considerando que boa parte da rotina de Michelle será dedicada a seus cuidados com Bolsonaro e a rotina da filha adolescente.

A ex-primeira-dama também deixou claro ao PL que não manterá o mesmo ritmo de campanha que antes da prisão de seu marido. A agenda, a ser planejada de forma a evitar compromissos excessivos, terá como objetivo que Michelle passe no máximo três horas fora de casa por dia.

O primeiro evento importante da campanha está agendado para o dia 16 de agosto, em Ceilândia, região que possui um histórico significativo para Michelle. Esse evento marcará a abertura oficial da campanha e reunirá mulheres do grupo de apoio da ex-primeira-dama.

O planejamento da campanha inclui também a utilização de novas mídias; a equipe está estudando maneiras de realizar lives e gravações próximas ao local de residência de Michelle, para manter a conexão com os eleitores, apesar de sua presença estar mais restrita. Essa estratégia é considerada necessária para compensar a quantidade reduzida de compromissos presenciais ao longo da campanha.

Com a acumulada experiência de Michelle em cargos de liderança, incluindo sua participação na direção do PL Mulher, ela já chega à disputa com um certo reconhecimento nacional. Esse fator pode ser um diferencial, permitindo que ela se aproxime de seu público, mesmo com uma rotina de campanha alterada.

Entretanto, a rotina de campanha de Michelle também é impactada pelas regras da prisão domiciliar que Jair Bolsonaro enfrenta. O acesso ao ex-presidente é restrito a advogados, médicos e familiares que residem na casa, com outras visitas necessitando de autorização do ministro Alexandre de Moraes do STF. Isso limita ainda mais a flexibilidade de Michelle em sua agenda eleitoral.

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