A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) está se preparando para a sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. Com Jair Bolsonaro em prisão domiciliar desde maio, Michelle busca organizar sua campanha de forma a minimizar o tempo que ficará longe do marido. Sua equipe está adaptando a rotina eleitoral para se concentrar em compromissos mais curtos e intensos, além de contar com a ajuda de aliadas para representá-la quando necessário.
Dentre as pessoas que irão apoiar Michelle está a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que, embora não esteja se candidatando, se comprometeu a participar de compromissos que a ex-primeira-dama não puder comparecer, principalmente devido às exigências impostas pela prisão domiciliar de Jair. Outras figuras chave, como a governadora do DF, Celina Leão (PP), e a deputada federal Bia Kicis (PL), também estão participando da mobilização em torno da campanha de Michelle enquanto cuidam de suas próprias candidaturas.
Família é outra parte fundamental do apoio a Michelle. Os familiares de Michelle a encorajaram a se candidatar ao Senado, apesar de suas reservas em se afastar do marido. O irmão de criação de Michelle, Diego Torres, foi escolhido como primeiro suplente e terá uma função na coordenação das áreas jurídica, contábil e de comunicação da campanha. A intenção é garantir que ela tenha o suporte necessário em casa, cuidando também da rotina da filha adolescente.
A ex-primeira-dama já manifestou que não pretende retomar o ritmo de campanha que tinha anteriormente à prisão de Jair Bolsonaro. A nova agenda será estruturada para que, quando possível, ela mantenha apenas um compromisso externo por dia. O foco é garantir que as atividades na campanha não comprometam os cuidados a Jair, que, segundo Damares, ficou em casa na última semana para que Michelle pudesse cozinhar para ele.
As regras da prisão domiciliar também impactam a rotina de Michelle, uma vez que o acesso ao ex-presidente continua restrito. Além dos advogados e médicos, somente pessoas que vivem na casa, como a filha e a enteada de Jair, podem visitá-lo. Qualquer outra visita demanda a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, como ocorreu no último sábado, quando uma cunhada foi autorizada a ficar em casa com Jair durante a ausência de Michelle.
Damares Alves afirmou: “Vou dar todo o apoio a Michelle. Estamos organizando agendas para que ela não passe mais de três horas fora de casa. Eu, Bia e Celina vamos representá-la sempre que precisar.” Esse apoio é crucial para que Michelle consiga conciliar suas obrigações como candidata e esposa.
A primeira grande oportunidade de divulgação dessa nova estratégia de campanha está prevista para 16 de agosto. Damares e a governadora Celina estão preparando um evento na Ceilândia, que é um dos principais colégios eleitorais do Distrito Federal e tem um significado especial, sendo a região onde Michelle nasceu e cresceu. Esse evento será uma vitrine importante para a inauguração da campanha de Michelle.
A equipe de campanha também está considerando a distância dos locais escolhidos para os compromissos e pensando em alternativas, como a realização de transmissões ao vivo e gravações em áreas próximas à casa de Michelle. Essa estratégia busca compensar a presença reduzida nas ruas, especialmente pela notoriedade que Michelle já possui, devido à sua história e ao tempo em que foi líder do PL Mulher.





