Michelle Bolsonaro pode influenciar escolha de vice no PL

Michelle Bolsonaro pode influenciar escolha de vice no PL

Em meio a um cenário político conturbado, o PL (Partido Liberal) começa a considerar a possibilidade de aumentar a participação de Michelle Bolsonaro na escolha do candidato a vice-presidente. Essa proposta surge em resposta ao isolamento político enfrentado pela legenda e é atribuída ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

A estratégia, no entanto, ainda depende da permanência do PL nesse isolamento, uma vez que a cúpula da legenda se reúne para discutir alianças e prazos para as convenções. O dia 5 de agosto se aproxima e, até lá, as conversas com outros partidos precisam evoluir. Valdemar Costa Neto, em declarações ao g1, minimizou a ideia de que a chapa pura já esteja definida, considerando algumas sugestões como “bobagens”.

A confirmação de que a federação União-PP optou por se manter neutra na disputa presidencial aumentou a preocupação dentro do PL. Recentemente, Flávio Bolsonaro ofereceu a vaga de vice à senadora Tereza Cristina, do PP-MS, que rejeitou a oferta. Apesar das negativas, há integrantes que ainda admitem a possibilidade de diálogo com membros da federação, mas ressaltam que a indicação de alguém do grupo dependerá de autorização das duas partes envolvidas.

Entre os nomes mais comentados para a vice, está a deputada Simone Marquetto (PP-SP), que já sinalizou que não pretende disputar a reeleição. Ela é vista por membros da campanha como uma política de perfil executivo, com capacidade de gestão e afinidade ao atuar em questões que envolvem o público feminino. Outra possibilidade, Clarissa Tércio (PP-PE), também foi mencionada, mas seu potencial diminuiu visto que ela busca a renovação de seu mandato na Câmara dos Deputados.

Outra alternativa em discussão no partido é Daniella Marques, que esteve envolvida na elaboração das propostas voltadas às mulheres na campanha. Contudo, Daniella se filiou ao Republicanos sem que a cúpula da sigla estivesse ciente e teve que buscar reconhecimento judicial para seu vínculo. Diante da falta de prazos viáveis para a troca de partido, líderes do Republicanos também estão percebendo o interesse do PL em sua participação como uma maneira de pressionar a inclusão do partido na coligação.

À medida que as articulações para parcerias começam a falhar, o entendimento dentro do PL se consolida: Flávio Bolsonaro pode precisar olhar para seus próprios quadros para definir a chapa. No meio desse cenário, Priscilla Costa, que tem o apoio de Michelle Bolsonaro, se fortalece como uma possível candidatura ao vice.

“Estou com Flávio porque a vitória dele é importante para a gente e espero que ele escolha a melhor vice. Sempre que sou citada, recebo com alegria e me sinto honrada, estou à disposição. Mas tudo ainda depende dos outros partidos”, afirmou Priscilla, indicando que sua possível candidatura está nas mãos das articulações políticas externas.

Com poucas opções à mesa e prazos se aproximando, a situação do PL se torna cada vez mais desafiadora, pressionando a necessidade de decisões rápidas e estratégicas para a composição da chapa que enfrentará as eleições.

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