A ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, deu início a um movimento significativo ao protocolar 75 solicitações de registros de marcas junto ao INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) usando o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Este movimento, com ênfase em registrar produtos que vão desde cosméticos até armas de fogo e bebidas, busca não apenas proteger a imagem da família, mas também manifestar um forte posicionamento político e comercial. As solicitações são apresentadas com variações do nome, como “Bolsomito” e “Bolsonaro Mito”, e datam em sua maioria de 2024. Este fato ocorre em um momento delicado para o ex-presidente, que enfrenta desafios legais e políticos significativos.
A situação judicial do ex-presidente é complexa e inclui cinco processos em andamento no STF, resultando em sua inelegibilidade até 2030, em virtude de condenações e acusações de corrupção e abuso de poder. Com o cenário atual, a proteção da marca se torna uma estratégia importante para a resiliência e a imagem da família Bolsonaro. A prática de registrar marcas, mesmo que não tenha um propósito comercial imediato, demonstra uma tentativa coordenada de controle sobre o uso da imagem do ex-presidente e de sua esposa, especialmente em um panorama onde seu legado político ainda gera divisões.
As reações a esse movimento têm sido variadas. Aliados de Bolsonaro veem as marcações como cruzadas necessárias para proteger o espaço da família na política e nos negócios. O PL Mulher, em nota recente, reforçou que estas hesitações visam impedir o uso não autorizado dos nomes, afirmando: “As solicitações foram feitas para proteger os valores e princípios que representamos”. Essa declaração ressalta a preocupação com a apropriação do nome da família em contextos nada condizentes com sua imagem política. Diversos especialistas jurídicos também analisam as implicações dessa ação, ressaltando que o registro pode ser mais estratégia política do que uma empreitada comercial imediata.
Quais são os produtos associados aos registros?
Os pedidos de registro abrangem uma vasta gama de produtos, incluindo itens como cosméticos, alimentos como café e bananada, e até mesmo facas e instrumentos musicais. Um dos registros notáveis já aprovado foi o de “Jair Bolsonaro” para perfumes, além da marca “Michelle Bolsonaro” para artigos de joalheria, que foram conquistados em 2026. No entanto, as solicitações recentes enfrentaram resistência, como o indeferimento de registro para bolsas de couro, alegando falta de uma “atividade lícita e efetiva” compatível. Essa decisão do INPI é uma luz sobre os desafios que a família enfrentará nesse novo terreno de proteção de sua marca.
Esses desenvolvimentos se conectam diretamente com o cenário político nacional, onde a imagem do ex-presidente continua a ser uma âncora para seus apoiadores. Apesar da inelegibilidade, as manobras no campo comercial podem servir como uma forma de manter a relevância e possíveis fontes de receitas futuras. As manobras jurídicas e comerciais têm o potencial de influenciar as percepções públicas durante as campanhas futuras, com certa analogia ao que foi visto em estratégias utilizadas por outros ex-presidentes ao tentarem capitalizar sobre legados deixados por suas administrações.
Como aliados e opositores respondem?
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro expressaram apoio em relação aos registros, argumentando que a proteção de sua imagem é essencial em um contexto onde as narrativas podem ser usadas de forma distorcida por opositores. De outra parte, a oposição não hesita em criticar essa manobra como um desvio de foco das inúmeras questões judiciais que Bolsonaro enfrenta. Historicamente, as campanhas de ex-presidentes costumam envolver tentativas semelhantes de controlar a narrativa através de marcas ou do uso simbólico de suas imagens, em um esforço de distorcer a percepção pública e diversificar fontes de renda.
Comparando com ex-presidentes anteriores, a situação oferece uma visão fascinante do que significa ser um ex-líder no Brasil. Adeptos têm utilizado estratégias variadas para permanecer influentes, como no caso de Lula, que — embora tenha enfrentado sua própria cota de desafios legais — conseguiu capitalizar sobre seu legado através de eventos, produtos e uma estrutura partidária solidificada. A busca incessante do clã Bolsonaro por manter uma imagem positiva e rentável à luz do scrutinio público revela como a política e os negócios estão intrinsecamente ligados no Brasil atual.
O que o futuro reserva para as marcas registradas?
A decisão mais recente do INPI de indeferir o registro de algumas marcas levanta questões sobre o futuro das ações de proteção desenvolvidas por Michel e Jair. Essa ambiguidade resulta em diversas interpretações sobre a viabilidade comercial das marcas e o espaço que os Bolsonaro seguirão ocupando no mercado, principalmente em um momento de polarização política intensa. Em uma análise, especialistas em direito constitucional ponderam que tal busca por eleições futuras e marcas registradas deve ser vista dentro de uma perspectiva de defesa contra possíveis ataques ou apropriações.
Com o cenário dinâmico em constante evolução, os próximos passos de Bolsonaro e sua família são incertos. Com as marcas registradas, eles buscam não apenas segurança financeira, mas também um controle abrangente sobre a narrativa que ainda envolve suas figuras. A política no Brasil se torna um tabuleiro onde cada movimento é crucial, e a esperança é de que esses projetos de marca conduzam a um papel mais proeminente no futuro político e social. Para mais detalhes sobre as ações recentes do ex-presidente, você pode acompanhar jair-bolsonaro.



