Ministério Público prende Playboy, apontado como chefe da milícia na Praça Seca
Diego Luccas Pereira, que já havia sido preso em 2020, também é suspeito de integrar o Escritório do Crime e está sendo investigado por seu envolvimento na morte de um major da PM. Agentes do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriram, na manhã desta terça-feira (10), um mandado de prisão preventiva contra o miliciano Diego Luccas Pereira, conhecido como “Teco” ou “Playboy”. Ele é apontado, nas investigações, como o chefe da milícia na Praça Seca, na Zona Oeste do Rio. “Playboy” foi encontrado em Iguaba Grande, na Região dos Lagos, em uma casa com piscina e jacuzzi. Diego foi denunciado pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ) por constituir uma organização criminosa integrada por agentes das forças de segurança.
O miliciano já tinha sido preso, em 2020, pela sua atuação no grupo criminoso, depois de passar sete anos foragido. Desde então, Diego voltou a ser procurado pela justiça. Ele também era investigado pela Delegacia de Homicídios (DH), suspeito de integrar, junto com seu irmão, o “Macaquinho”, o chamado Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel da Zona Oeste. Além disso, ainda de acordo com a polícia, Playboy foi responsável pela aliança da milícia com o tráfico da comunidade da Serrinha, o que causou confrontos com criminosos da Praça Seca e resultou em mortes na região na época.
A dupla também era investigada por envolvimento na morte do major Alan Luna, da PM do RJ, em 2018, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Com a prisão de Diego Luccas Pereira, conhecido como “Playboy”, a Justiça espera avanços nas investigações sobre a atuação da milícia na Praça Seca e possíveis conexões com outros crimes na região. A polícia continua apurando as atividades ilícitas do grupo liderado por Diego, e a captura do miliciano representa um golpe nas organizações criminosas que atuam na Zona Oeste do Rio de Janeiro. As autoridades afirmam que as investigações não vão parar por aqui e que novas prisões podem ocorrer em decorrência desse trabalho incansável de combate ao crime organizado.




