Mineiros percorrem 17 mil km para acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Amigos de Borda da Mata cruzaram três cidades americanas para assistir aos jogos do Brasil e vivenciar a mobilização dos torcedores nos Estados Unidos. O advogado Antonio Narcy de Paiva Mello, de 36 anos, e os empresários Luiz Guilherme Cobra Brandão, de 42, e Pedro Brandão, de 39, planejaram a viagem meses antes do torneio, mesmo sem saber onde o Brasil jogaria. “Começamos a planejar em agosto do ano passado. Em outubro, compramos as passagens de São Paulo para Atlanta sem saber onde o Brasil iria jogar. Foi meio na sorte mesmo”, conta Antonio.
O grupo, que se organizou para acompanhar a Seleção Brasileira na fase de grupos da Copa do Mundo, teve a sorte de não enfrentar deslocamentos longos, já que o Brasil jogou em cidades próximas. “Por sorte, o Brasil não caiu em jogos no México ou no Canadá, e acabou jogando em Nova York e Filadélfia, que ficam relativamente perto de Atlanta. Isso facilitou muito a logística”, relata Antonio. A viagem, que começou em Atlanta, passou por Nova York e Filadélfia, foi marcada por momentos de emoção e a vontade de levar o nome de Borda da Mata para todos os lugares.
“A gente leva o nome de Borda da Mata para todo lugar. Onde a gente vai, fala que é do Sul de Minas. A gente carrega bandeira, tira foto, mostra a nossa cidade”, conta Antonio. A experiência foi ainda mais intensa com a presença de torcedores brasileiros, que criaram um clima festivo nas cidades-sede. “Nova York estava tomada de brasileiros. A Times Square parecia a Avenida Paulista. Você andava na rua e só ouvia português”, relembra. Para Luiz Guilherme, a energia da torcida brasileira é única: “Onde o Brasil está, parece que estamos jogando em casa”.
Como foi a logística da viagem?
Organizar a viagem foi um desafio, mas garantir os ingressos para os jogos foi ainda mais complicado. “A questão de logística, hotéis e passagens foi mais fácil. O mais difícil mesmo foram os ingressos. A procura é muito grande e os preços são altos”, explica Antonio. Parte das entradas foi comprada ainda na fase inicial de vendas, pelo site da FIFA, o que ajudou o grupo a se programar melhor. Mesmo assim, ele diz que a dificuldade ainda é uma realidade para muitos torcedores. “Até hoje a gente vê muitos brasileiros tentando comprar ingresso, correndo atrás, negociando o tempo todo. Quem não conseguiu antes está tendo bastante dificuldade”, relata o advogado.
O clima festivo entre os torcedores brasileiros foi um dos pontos altos da viagem. “A energia da torcida brasileira é diferente. Onde o Brasil está, parece que estamos jogando em casa”, diz Luiz Guilherme. O trio também se destacou entre os torcedores por um acessório que virou marca registrada: a peruca verde e amarela de Antonio. “Eu não tenho superstição, mas uso sempre a peruca verde e amarela. Ela faz sucesso. Todo mundo pede para tirar foto, vem conversar. Acho que isso faz parte do clima da Copa”, conta.
Com a vitória do Brasil, o grupo se sentiu realizado. “O momento mais marcante é o hino nacional arrepiando o estádio inteiro. Quando começa a tocar e todo mundo canta junto, é aí que a gente sente de verdade que está numa Copa do Mundo”, afirma Antonio. Para Luiz Guilherme, viver essa experiência é um privilégio: “Entre milhões de apaixonados pelo futebol, tenho o privilégio de viver um sonho de infância no maior palco do esporte mundial”.
Qual foi a reação dos torcedores?
A festa da torcida brasileira foi um espetáculo à parte. Em Nova York, a Times Square estava repleta de brasileiros, e a atmosfera era de pura celebração. “Você andava na rua e só ouvia português, no metrô, nos restaurantes, nas lojas. Chegamos de trem em Filadélfia e na estação só havia pessoas com a camisa do Brasil. É uma festa muito bonita”, relembra Antonio. O clima de união entre torcedores de diferentes países também foi destacado por Pedro. “O mais legal da Copa é essa união. Você vai a uma Fan Fest ou a um jogo e encontra gente do mundo inteiro. Isso torna tudo ainda mais especial.”
O grupo também se emocionou com a recepção calorosa dos torcedores locais. “A energia é contagiante. É incrível ver como o futebol une as pessoas, independentemente de nacionalidade”, diz Luiz Guilherme. A experiência de acompanhar a Seleção Brasileira na Copa do Mundo é algo que ficará marcado para sempre na memória dos amigos. “É uma energia que eu vou carregar para o resto da vida”, finaliza o empresário.
Quando será o próximo jogo da Seleção?
O Brasil volta a campo na próxima fase da Copa do Mundo, e a expectativa é alta entre os torcedores. O próximo jogo será contra Camarões na terça-feira, às 16h, e a Seleção precisa de um empate para garantir a classificação. A partida será transmitida ao vivo pela TV Globo e Sportv, além da FIFA TV. A escalação provável do Brasil deve contar com os principais jogadores, que têm se destacado na competição. A Seleção Brasileira, com 4 pontos no Grupo G, está em uma posição favorável, mas a pressão para avançar é grande. “Estamos confiantes, mas sabemos que cada jogo é uma final”, conclui Antonio.
Com a vitória, o Brasil chegou a 4 pontos e agora precisa de um empate na última rodada para se classificar. Especialistas apontam que o próximo adversário, a Seleção de Camarões, tem um histórico de dificuldades contra seleções brasileiras, mas não deve ser subestimado. A torcida está ansiosa para ver a Seleção em ação novamente e acompanhar a jornada rumo ao título.



