O Ministério da Defesa do Irã se manifestou através de seu porta-voz, o general Reza Talai-Nik, garantindo que o país está preparado para sustentar um conflito de longa duração contra os Estados Unidos e Israel. Segundo o general, Teerã ainda não utilizou todos os seus recursos bélicos mais avançados, o que sinaliza uma capacidade de resistência elevada. As declarações surgiram em meio aos crescentes confrontos que tiveram início no último sábado e intensificaram a tensão no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma “terceira onda” de ataques que, segundo ele, deve ser lançada em breve, aumentando ainda mais a pressão sobre o Irã. Trump acusou o país de buscar o desenvolvimento de armas nucleares, porém, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica afirmou que não existem provas concretas que confirmem essa alegação. Diante da acusação e da ameaça de novos ataques, Teerã reforça a sua capacidade defensiva e ofensiva.
Os confrontos iniciados no sábado envolvem forças dos EUA e de Israel bombardeando alvos no território iraniano, o que resultou em uma escalada militar rápida e preocupante. Segundo a mídia estatal do Irã, o número de mortos já ultrapassa 787 desde o início da ofensiva, incluindo figuras importantes como o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei. Seu filho foi escolhido como novo líder supremo do país, em meio a esse cenário de crise.
Com uma posição significativa no ranking Global Fire Power 2025, que avalia o poder militar de 145 países, os Estados Unidos lideram a lista, enquanto o Irã ocupa o 16º lugar. Contudo, o país persa mantém um contingente considerável de militares ativos, reservistas e forças paramilitares, o que amplia sua capacidade de mobilização em caso de guerra prolongada. O Irã destaca sua preparação para resistir e agir defensivamente por um período maior do que o planejado por seus adversários.
O chanceler iraniano afirmou que o país não está em guerra com as nações do Golfo Pérsico, mas sim em conflito direto com os Estados Unidos, após os ataques realizados recentemente. Os EUA contam com o apoio de oito parceiros no Oriente Médio, enquanto o Irã mantém alianças com outras nações e organizações, o que complica ainda mais o cenário geopolítico da região. Donald Trump anunciou uma nova fase da ofensiva em breve, demonstrando a intensificação do conflito e as incertezas que envolvem o futuro da região.




