A Fazenda estima um crescimento de 2,3% para o PIB em 2026 e uma nova queda da inflação. Os números são do Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado nesta sexta-feira (6). O Governo deixou de acreditar em desaceleração do PIB neste ano.
O Ministério da Fazenda não acredita mais em desaceleração no ritmo de crescimento da economia brasileira neste ano, apesar dos juros altos – a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos.
A informação está no Boletim Macrofiscal, divulgado pela Secretaria de Política Econômica da pasta, que traz projeções para indicadores econômicos. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025 passou de 2,2% para 2,3% no documento divulgado nesta sexta, embora o resultado oficial ainda não tenha sido divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mercado financeiro projeta uma alta de 2,27% para 2025. Se confirmado esse resultado, haverá uma forte desaceleração da economia comparativamente a 2024, que apresentou crescimento de 3,4%. Também será a menor taxa de crescimento desde 2020, em meio à pandemia da Covid-19, quando houve uma retração de 3,3% no Produto Interno Bruto.
O Ministério da Fazenda também revisou sua expectativa de crescimento da economia em 2026, de 2,4% para 2,3%. Com essa revisão, prevê estabilidade no ritmo de expansão da economia de 2025 para 2026, em contraste com o mercado financeiro, que projeta uma alta menor para o PIB de 2026: de 1,80%.
Por setor produtivo, espera-se desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços, segundo a Secretaria de Política Econômica, no Boletim Macrofiscal.
O governo também projeta uma nova queda da inflação neste ano, com expectativa de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recue para 3,6%. Em 2025, a inflação somou 4,26%. O mercado financeiro também estima queda da inflação para 3,99%.
“A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária”, informou o Ministério da Fazenda.




