O Ministério Público vai investigar possíveis indícios de enriquecimento ilícito envolvendo o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em 2018, em sua primeira eleição, ele declarou ter R$ 85 mil, e na eleição seguinte, o valor aumentou para quase 10 vezes mais, totalizando R$ 793 mil.
A investigação foi determinada pelo Procurador-Geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, após o arquivamento de uma investigação anterior contra Rodrigo Bacellar e seu advogado pelo Conselho Superior do Ministério Público. O inquérito iniciou em 2023 e estava focado em uma cobertura em Botafogo e uma mansão em Teresópolis, ambas registradas no nome do advogado Janses Calil Siqueira, com quem o deputado possui uma relação próxima.
Embora o parecer inicial não tenha encontrado elementos que comprovassem improbidade administrativa ou danos ao erário, o novo documento determinou a investigação de indícios de evolução patrimonial incompatível com a remuneração do presidente da Alerj. O MP também vai apurar se Bacellar seria sócio oculto de uma empresa responsável por um frigorífico em Campos dos Goytacazes.
Além disso, será investigado o financiamento obtido junto à agência de fomento do Rio, Agerio, assim como a licença ambiental concedida pelo Inea, que tem o nome de Leonardo Barreto Almeida Filho. O advogado Janses Calil Siqueira, envolvido em diversos aspectos da investigação, não prestou esclarecimentos à TV Globo até o momento.
Rodrigo Bacellar defendeu-se das acusações afirmando ter prestado todos os esclarecimentos necessários e que tudo foi realizado dentro da legalidade. Diante dos novos questionamentos, ele se comprometeu a fornecer detalhes transparentes de suas atividades. A investigação sobre o possível enriquecimento ilícito do presidente da Alerj continua em andamento.