Ministério Público investiga incidente com alunos em escola cívico-militar no DF

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O Ministério Público do Distrito Federal solicitou à Corregedoria-Geral da Polícia Militar que investigue o incidente envolvendo alunos que foram instruídos a fazer flexões no Centro Educacional 1 do Itapoã, uma instituição de ensino cívico-militar. De acordo com denúncias feitas pelos pais, a motivação para a ação teria sido a cor considerada ‘inadequada’ dos agasalhos utilizados pelos estudantes. A Polícia Militar classificou o episódio como uma ‘brincadeira’, no entanto, após as denúncias, a Secretaria de Educação informou que os policiais envolvidos foram afastados.

Além disso, os alunos da escola cívico-militar no Distrito Federal foram obrigados a fazer flexões, conforme relatado nas denúncias. O Ministério Público deu um prazo de cinco dias para a Polícia Militar se pronunciar oficialmente sobre o ocorrido. O major Brooke, porta-voz da PM, justificou a situação como uma tentativa de ‘descontrair’ e afirmou que nenhum aluno foi coagido a participar das atividades físicas. Ele ressaltou que os policiais envolvidos foram afastados para garantir a transparência no processo de investigação.

A Secretaria de Educação do DF declarou que houve um erro na condução do incidente e autorizou a substituição imediata dos policiais responsáveis. A pasta reforçou que não compactua com práticas constrangedoras ou inadequadas nas escolas e que o caso será investigado para esclarecimento dos fatos. Em relação ao uso de uniformes, a Secretaria assegurou que nenhum aluno será prejudicado caso a vestimenta não seja adequada, permitindo o uso de peças anteriores em bom estado ou vestimentas alternativas.

O Sindicato dos Professores criticou a punição imposta aos alunos, considerando-a desproporcional, constrangedora e sem caráter pedagógico. O diretor do sindicato, Samuel Fernandes, destacou que a disciplina escolar não pode ultrapassar os limites do respeito e da dignidade dos estudantes. Ele ressaltou que forçar alunos a realizar exercícios físicos ou ficar de joelhos como punição vai contra o Estatuto da Criança e do Adolescente e pode configurar abuso de autoridade e violação de direitos.

Por fim, tanto a Secretaria de Educação quanto a Polícia Militar garantiram que estão comprometidas em manter um ambiente escolar seguro, pedagógico e respeitoso para toda a comunidade. Ambos afirmaram seguir os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente e da Constituição Federal, assegurando a integridade e dignidade dos alunos. As investigações seguem em andamento para esclarecimento completo dos fatos e eventual aplicação de medidas administrativas pertinentes. Até então, nenhuma relação com a escola foi identificada, com base nos desdobramentos amplamente divulgados pela imprensa local semelhante a DE.

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