Projeto imobiliário no Bosque da Barra prevê oito blocos de apartamentos em área considerada de relevante interesse ambiental às margens da Lagoa de Jacarepaguá.
Ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) recomendou que a Prefeitura do Rio não conceda licenças ambientais nem autorizações para remoção de vegetação para a construção de um condomínio no entorno do Parque Municipal Bosque da Barra, na Zona Oeste da cidade.
Segundo o Ministério Público, o empreendimento prevê o corte de aproximadamente 900 árvores em uma área classificada pela própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente como de relevante interesse ambiental para a preservação do bioma da Mata Atlântica.
Reações iniciais
A recomendação foi feita no âmbito de uma investigação sobre o licenciamento do empreendimento, que prevê a construção de oito blocos de apartamentos às margens da Lagoa de Jacarepaguá. O projeto é da empresa CBR 217, ligada à construtora Cyrela.
Na recomendação, o Ministério Público cita que a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente classificou o local como uma área ambientalmente sensível.
De acordo com o documento, trata-se de uma “área de relevante interesse ambiental (…) que reúne um conjunto de características ambientais relevantes para a manutenção do bioma Mata Atlântica”, o que a torna “prioritária para uso de instrumentos legais de proteção”.
Consequências específicas
Áreas anteriormente protegidas agora sob risco. O projeto planeja a remoção de um grande número de árvores e mudança significativa no ambiente.
A ausência de um documento essencial para o licenciamento ambiental levanta preocupações sobre a adequação do projeto em relação à preservação ambiental.
O órgão ambiental responsável não emitiu posicionamento formal sobre o projeto, apesar da proximidade com a unidade de conservação.
Reflexão final e chamada para comentários
O embate entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental se desenrola mais uma vez, colocando em cheque as políticas de licenciamento adotadas.
A sociedade civil e órgãos competentes devem analisar cuidadosamente os desdobramentos desse caso e como ele pode impactar o futuro sustentável da região.
Quais serão as decisões a serem tomadas diante dos desafios ambientais e urbanos presentes nesse projeto controverso?




