Cúpula da Polícia Federal não ficou satisfeita com a decisão do ministro André Mendonça de proibir o compartilhamento de informações do inquérito Master com seus superiores hierárquicos.
O ministro André Mendonça está mudando o curso das investigações do inquérito do Master, sendo elogiado pela Polícia Federal. Nesta segunda-feira (23), ele terá uma reunião com os delegados responsáveis pelo caso para discutir os próximos passos, incluindo novas diligências.
Por outro lado, a cúpula da PF não aprovou a determinação do novo relator do inquérito do Master de impedir que os delegados compartilhassem informações e dados com seus superiores hierárquicos.
Até o momento, apesar dos conflitos públicos com Dias Toffoli, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, vinha monitorando de perto as investigações.
A partir de agora, ele terá apenas poder administrativo sobre o caso, sem acesso à investigação. Segundo um investigador, é como se o STF impedisse o presidente de dar ordens aos seus ministros.
André Mendonça seguiu um modelo semelhante no inquérito do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele optou por restringir o compartilhamento de dados da investigação após informações vazarem dentro do governo Lula sobre descobertas relacionadas às fraudes contra aposentados e pensionistas.
Por suspeita de vazamento de informações, o relator decidiu proibir os delegados de compartilharem dados do inquérito com seus superiores, incluindo o diretor-geral da PF.
Diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, presta depoimento na CPI do Crime Organizado — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado




