O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conversou por telefone com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na noite desse domingo (8), para tratar sobre a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Washington.
Lula pretende fazer uma visita oficial à Casa Branca, para se reunir com o presidente Donald Trump. A ideia inicial era que o encontro ocorresse neste mês de março, mas diante da dificuldade de agendas, uma data ainda não foi acertada.
Segundo fontes do governo ouvidas pela GloboNews, além da viagem, Vieira também colocou em pauta outra questão importante para o governo brasileiro: evitar que os Estados Unidos classifiquem facções criminosas brasileiras, como o PCC e o Comando Vemelho (CV), como Organizações Terroristas Estrangeiras.
Em caráter reservado, diplomatas mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região.
O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo.
O governo Trump já inclui em sua lista de organizações terroristas outros grupos criminosos latino-americanos, como o venezuelano Tren de Aragua e seis cartéis mexicanos. A questão também foi usada como justificativa para a invasão à Venezuela e prisão de Nicolás Maduro, em janeiro.
Fontes ligadas ao governo Trump que atuam no Brasil confirmam que a ideia é encabeçada por Marco Rubio e está bem avançada. A proposta deve, nos próximos dias, ser levada ao Congresso para ratificação.
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1 de 1 Marco Rubio e Mauro Vieira após reunião em 13 de novembro de 2025 — Foto: Reprodução/X
O debate no governo americano sobre designar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas não é novo.
O governo Trump já inclui em sua lista de organizações terroristas outros grupos criminosos latino-americanos, como o venezuelano Tren de Aragua e seis cartéis mexicanos. A questão também foi usada como justificativa para a invasão à Venezuela e prisão de Nicolás Maduro, em janeiro.
Segundo fontes do governo, a ideia de classificar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras está avançada
De acordo com as informações obtidas, o governo americano já inclui outros grupos latino-americanos em sua lista de organizações terroristas. Isso tem gerado preocupações na região, especialmente no Brasil, onde a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas poderia ter sérias repercussões.
Os impactos imediatos dessa decisão seriam principalmente na segurança pública do Brasil, uma vez que a cooperação internacional no combate ao crime organizado poderia ser afetada. Além disso, haveria uma pressão maior sobre o governo brasileiro para lidar com essas organizações de forma mais enérgica.
Mauro Vieira e Marco Rubio discutem possíveis desdobramentos da classificação das facções criminosas
Em meio às negociações sobre a visita de Lula à Casa Branca, o Ministro das Relações Exteriores e o Secretário de Estado dos EUA também abordaram as consequências da possível classificação do PCC e do CV como Organizações Terroristas Estrangeiras.
Os dois representantes discutiram a importância de manter um diálogo constante sobre a segurança na região e a necessidade de cooperação mútua para combater o crime transnacional. As reações iniciais apontam para um cenário de tensão e incerteza quanto aos próximos passos do governo brasileiro e da administração americana.




