Ministro das Relações Exteriores da Rússia nega planos de atacar a Europa, mas se prepara para retaliar, alerta Sergei Lavrov

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O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em uma entrevista coletiva em Moscou, afirmou que a Rússia não tem planos de atacar a Europa, mas está preparada para retaliar em caso de agressão militar originada do continente europeu. Durante a entrevista, Lavrov negou categoricamente qualquer intenção ofensiva contra países europeus, esclarecendo que Moscou não tem motivos para iniciar um conflito, declarando: “Não vamos atacar nenhuma parte da Europa. Não temos absolutamente nenhum motivo para isso”.

O chanceler russo alertou ainda que, caso os governos europeus decidam promover iniciativas militares contra a Rússia, a resposta não será limitada, assemelhando-se à operação em curso no território ucraniano. Lavrov ressaltou que, em caso de ataques, a resposta da Rússia será uma ação militar em larga escala, utilizando todos os recursos bélicos disponíveis, conforme previsto pela doutrina militar russa em situações consideradas existenciais para o Estado.

As declarações de Lavrov surgem em meio a uma série de pronunciamentos do presidente russo, Vladimir Putin, acerca do papel do Ocidente na guerra em desenvolvimento na Ucrânia. Putin, em uma entrevista coletiva no final de dezembro de 2025, destacou que Moscou não está diretamente envolvida em um confronto com países ocidentais, mas enfrentando forças indiretas apoiadas pelo Ocidente. De acordo com o presidente russo, a Rússia não está em guerra com o Ocidente, mas sim o contrário, com o Ocidente combatendo a Rússia através de nacionalistas ucranianos.

Putin reiterou que Moscou nunca teve intenção de iniciar um conflito contra a Europa, enfatizando que as ações em curso são uma resposta a ameaças percebidas. Desta forma, a Rússia mantém sua postura de defesa, pronta para reagir caso seja alvo de agressões, sem quaisquer intenções ofensivas contra países europeus. É importante ressaltar que as articulações diplomáticas e militares entre a Rússia e os países europeus se mantêm em um contexto de tensão e alerta mútuo, refletindo a complexidade das relações internacionais no cenário geopolítico atual.

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