Ministro de Bolsonaro que tentou obter passaporte português para Mauro Cid deixa o PL

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O ex-ministro do Turismo do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, Gilson Machado, anunciou sua desfiliação do Partido Liberal (PL) nesta quarta-feira, 21. Ele afirmou que continuará na disputa por uma vaga no Senado por Pernambuco, sem informar para qual partido pretende se filiar. Em carta nas redes sociais, Machado mencionou a falta de apoio da direção estadual como motivo para deixar a sigla. O PL estava em uma disputa interna entre Anderson Ferreira e Machado para a candidatura ao Senado. Com a saída de Machado, é provável que o nome de Ferreira seja confirmado.

Machado, que se considera o nome defendido por Bolsonaro para a disputa, não foi escolhido pela direção do PL. Ele lamentou não ter conseguido comunicar pessoalmente sua decisão ao presidente devido a restrições de deslocamento. No entanto, compartilhou a decisão com Flávio Bolsonaro e Renato Bolsonaro. Em junho de 2025, a PF prendeu o ex-ministro em Recife sob suspeita de tentar obter um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, mas Gilson negou as acusações. O ministro Alexandre de Moraes determinou sua soltura no mesmo dia, substituindo a prisão por medidas cautelares.

Na carta de desfiliação, Machado declarou que mudará de partido, mas não de ideais, mantendo-se alinhado ao bolsonarismo. Ele reafirmou sua lealdade a Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Machado é um aliado próximo de Bolsonaro desde 2018, tendo sido secretário do Ministério do Meio Ambiente e presidente da Embratur. Ganhou destaque ao tocar sanfona em lives do ex-presidente durante a pandemia e é conhecido por sua atuação na banda Brucelose. Remanejado para o Ministério do Turismo, seguirá sua trajetória política com os mesmos valores e princípios.

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