O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu a possibilidade de visitas semanais de familiares e líderes religiosos ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ordenar a mudança da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha.
Seguindo a determinação, a assistência religiosa estará a cargo do bispo Robson Lemos Rodovalho e do pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni. Esses encontros deverão acontecer uma vez por semana, em dias específicos, com duração máxima de uma hora.
Além disso, foram permitidas visitas familiares semanais regulares. Michelle Bolsonaro, esposa de Bolsonaro, terá permissão para visitá-lo, assim como seus filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, e a enteada Leticia Firmo.
A decisão estabelece diretrizes claras quanto aos dias, horários e tempo de duração das visitas, seguindo as normas internas do sistema prisional do Distrito Federal. As visitas familiares estão programadas para as quartas e quintas-feiras, com três opções de horário: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.
A imagem de Bolsonaro na tarde de domingo, 23, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, se despedindo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, trouxe à tona a importância dessas visitas em meio às circunstâncias que ele enfrenta.
Em um momento delicado como este, permitir a presença de familiares e líderes religiosos pode fornecer o apoio emocional necessário para enfrentar os desafios da prisão preventiva. A disponibilidade dessas visitas semanais demonstra a preocupação em garantir o bem-estar do ex-presidente durante seu período de detenção na Papudinha.




