Ministro do STJ Marco Buzzi é investigado por importunação sexual: Entenda a polêmica em detalhes

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Ministro do STJ Marco Buzzi é investigado por importunação sexual contra mulher de 18 anos

Vítima diz ter sido abordada no mar em Balneário Camboriú (SC); ministro teria agarrado ela e forçado contato com o corpo três vezes. Marco Buzzi nega conduta e diz que ‘foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas’.

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, passou a ser investigado por importunação sexual após ser acusado por uma jovem de 18 anos. Ele nega a acusação.

O caso foi revelado pelo site da revista “Veja” na manhã desta quarta-feira (4) e confirmado pelo DE e pela TV Globo. As investigações tramitam em sigilo por se tratar de um crime sexual.

A vítima registrou ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, que investiga o caso.

O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Buzzi tem direito ao foro privilegiado.

Em nota (leia íntegra abaixo), o ministro Marco Buzzi diz que “foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas” e repudia “toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Já a defesa da vítima afirmou aguardar rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes.

O caso é investigado como importunação sexual. Se houver condenação, a pena definida no Código Penal varia de 1 a 5 anos de reclusão.

VÍTIMA RELATOU CASO AOS PAIS

Segundo apurou a TV Globo, a vítima relata ter sido assediada no mar no dia 9 de janeiro. A família passava uns dias na casa de praia de Marco Buzzi em Balneário Camboriú (SC).

A jovem de 18 anos contou aos pais que estava no mar quando percebeu a aproximação do ministro. Segundo o relato, Marco Buzzi puxou o corpo dela para junto do seu – e a agarrou pela lombar.

A vítima diz que tentou se soltar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato. Por fim, quando conseguiu se soltar, a jovem afirma que saiu da água e foi pedir ajuda aos pais.

A família da vítima confrontou a família de Marco Buzzi e deixou o local no mesmo dia.

Pouco tempo depois, em 14 de janeiro, a vítima foi à Polícia Civil de São Paulo acompanhada de familiares e advogados para registrar a ocorrência.

APURAÇÃO SIMULTÂNEA E EM SIGILO

A Corregedoria do CNJ informou em nota que apura o caso e colheu depoimentos na manhã desta quarta-feira (4).

A TV Globo apurou que a mãe e a vítima foram ouvidas. O conteúdo de toda a apuração é mantido em sigilo.

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QUEM É MARCO BUZZI

Marco Aurélio Gastaldi Buzzi é ministro do STJ desde setembro de 2011. Ele foi nomeado para ocupar a vaga deixada pelo ex-ministro Paulo Medina, que teve sua aposentadoria compulsória decretada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Natural de Timbó, em Santa Catarina, Buzzi é mestre em Ciência Jurídica, com especialização em Gestão e Controle do Setor Público, Direito do Consumo e em Instituições Jurídico-Políticas.

O QUE DIZ A DEFESA DO MINISTRO

“O ministro Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio.”

O QUE DIZ A DEFESA DA VÍTIMA

“Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”

O QUE DIZ O CNJ

“O CNJ esclarece que o caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização. A Corregedoria colheu nesta manhã depoimentos no âmbito do processo.”

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