O Tribunal de Contas da União decidiu incluir, no plano de fiscalizações de 2026, uma auditoria abrangente sobre os gastos do governo federal com segurança pública, impulsionada pela oposição. A proposta foi feita pelo ministro Jorge Oliveira, apontado por Jair Bolsonaro para integrar o tribunal. A auditoria buscará avaliar a eficácia da política de segurança pública em vigor, com foco na execução do orçamento, governança do plano, cumprimento de metas, como a redução da criminalidade, e a coordenação entre União, estados e municípios.
A decisão do TCU se baseou em três aspectos considerados cruciais: a alta relevância do tema, visto que a violência é a maior preocupação de 38% da população, o montante expressivo de gastos públicos na área, chegando a R$ 125 bilhões em 2023, e o risco institucional elevado devido a possíveis falhas de integração que fortalecem o crime organizado e aumentam a desconfiança da sociedade. Com o plano de segurança pública na metade da execução, a auditoria poderá indicar ajustes necessários.
Essa movimentação colocará em escrutínio as ações, orçamento e prioridades do governo na segurança pública, justamente em um ano eleitoral no qual o tema se torna central no debate político. A análise abrangente dos gastos do governo Lula na área de segurança visa trazer maior transparência e eficiência ao setor, atendendo às demandas da população por mais segurança e melhores resultados na luta contra a criminalidade.




