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Modelo viraliza após desfilar com bolsa de colostomia: “Sonho”

Última atualização 30/09/2022 | 15:20

Um sonho que se tornou realidade. Assim, a modelo Leila Silva Souza, de 22 anos, descreve a sua participação no desfile Goiás Fashion Week, realizado entre os dias 20, 21 e 22 de setembro. Diagnosticada com Hirschprung (doença em que o paciente precisa usar uma bolsa de colostomia) desde os quatro meses, ela diz que precisou superar barreiras para atingir o objetivo: ganhar as passarelas.

O feito de superação foi compartilhado pela modelo nas redes sociais na última terça-feira, 27, e agora já conta com mais de 743,8 mil visualizações.

“Meu maior sonho sempre foi ser modelo. Na minha cabeça, por conta de usar a bolsa de colostomia, eu não poderia ser modelo porque eu não via ninguém que usava bolsa colocando os pés nas passarelas”, explica Leila.

Superação

Por conta do preconceito e por nunca ter presenciado uma modelo na sua condição, Leila diz que por muito tempo acabou desistindo de ir atrás do sonho. Segundo ela, a doença foi descoberta quando tinha quatro meses de vida, sendo submetida a a uma cirurgia para usar a bolsa desde 1 ano.

Ao longo dos 22 anos, a modelo conta que precisou passar por 22 cirurgias. Porém, em 2011, ela precisou se mudar para Goiânia a fim de continuar o tratamento na capital.

“Há cerca de um ano eu decidi arriscar. Pensei, vou buscar, correr atrás do meu sonho de ser modelo. Então, eu participei do seletivo, eu participei e treinei. Então chegou o grande dia, desfilei no evento. Foi a minha primeira vez em um desfile tão grande”, contou.

Luta

Ao usar a bolsa de colostomia desde a infância, a modelo diz já ter sofrido diversas formas de preconceito ao longo da vida. A condição também a privou de algumas atividades durante a infância, como participar de brincadeiras e até determinadas aulas do colégio que exigiam esforço físico.

Apesar disso, Leila conta que o mundo da moda a recebeu de braços abertos e que, até então, não passou por nenhuma situação de preconceito ao atuar na profissão.

“Nós sabemos identificar os olhares que nos acolhem e os que nos tratam diferente. Até o momento não passei por nenhum ato de preconceito. No mundo da moda me tratam super bem e me acolhem. As pessoas muitas vezes têm medo de seguir seus sonhos, espero poder inspirá-las”, pontuou.