Morador de Curitiba que está na Venezuela visitando família relata corrida por
comida e medo após ataques dos EUA
Série de explosões foram reportadas em Caracas e em outras áreas do país.
Francisco Rodriguez é venezuelano e está no país após passar o Natal com
familiares.
Aeronaves são vistas voando baixo durante explosões em Caracas [https://s02.video.glbimg.com/x240/14224705.jpg]
O ataque de larga escala realizado por forças estadunidenses contra a Venezuela motivou uma corrida da população em busca de comida e outros itens, conforme Francisco Rodriguez, morador de Curitiba que está na Venezuela.
> “As pessoas estão comprando comida, estão com esse medo de falta de comida, falta de energia elétrica, falta de internet… Atualmente, o povo venezuelano está com essa expectativa do que vai acontecer a partir de agora”, afirma.
O ataque foi na madrugada deste sábado (3) e a confirmação foi feita em uma rede social pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou ainda que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado. Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Depois de sete anos longe do país, Francisco viajou para o interior da Venezuela para passar o Natal com a família. Foi um dos familiares que ligou para ele avisando do que estava acontecendo na capital venezuelana.
“Comecei a tentar acompanhar a informação pelo noticiário, no jornal, pela internet, e nos grupos das amizades que tenho em Caracas. […] Agora, todo o processo está mais controlado, está mais tranquilo”, conta.
1 de 1 O incêndio atinge Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após série de explosões em Caracas, em 3 de janeiro de 2026. — Foto: STR / AFP
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Curitiba é a cidade brasileira que mais recebeu migrantes venezuelanos através da Operação Acolhida – coordenada pelo Subcomitê Federal de Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade. Entre abril de 2018 e novembro de 2025, foram 8.930 migrantes venezuelanos acolhidos na capital paranaense por meio da operação. Entre os estados brasileiros, o Paraná é o terceiro com maior população venezuelana. Os migrantes relatam um sentimento de apreensão ao acompanhar as notícias sobre o ataque.
Alexandre Figueroa, venezuelano que mora em Maringá, no norte do Paraná, afirma que a ansiedade é o principal sentimento neste contexto, em especial por não saber o que pode acontecer.
“Incerteza pesa no ar”: Migrantes venezuelanos que vivem no Paraná relatam preocupação após notícias sobre ataque dos EUA
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