Moradora admite ter divulgado informação falsa sobre agressão ao cão Orelha: ‘eu pequei’

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Em depoimento, moradora admite ter divulgado informação sobre um falso vídeo de agressão ao cão Orelha: ‘eu pequei’. A mulher afirmou que fez a postagem baseada apenas no comentário de uma conhecida em uma rede social.

O DE [https://s02.video.glbimg.com/x240/14329537.jpg] teve acesso ao depoimento à polícia de uma moradora que admitiu ter feito a primeira postagem mencionando um suposto vídeo do espancamento do cão Orelha – registro que nunca existiu. De acordo com a investigação, ela afirmou que um porteiro havia filmado adolescentes batendo no Orelha e que depois teria sido coagido por parentes desses jovens. A mulher afirmou que fez a postagem baseada apenas no comentário de uma conhecida em uma rede social.

“Partiu de mim o post que contou, só que eu não imaginei que fosse repercutir tanto. Aí, quando eu comecei a perceber que o post tinha viralizado e começaram a falar de represárias às crianças, eu não acho certo isso,” declarou a moradora em depoimento.

A polícia perguntou à moradora se, em algum momento, ela teria visto o suposto vídeo feito pelo porteiro. “Essa menina também colocou no grupo que ele teria filmado os garotos indo atrás dos cachorros. Em seguida, o pai de um dos menores foi até ele e ameaçou ele, que ele tirasse o postal do grupo. Então, eu acho que essa parte aí eu pequei, porque eu não deveria ter acreditado nela.”

O caso do cachorro Orelha é investigado como maus-tratos seguidos de morte. O animal, que era comunitário e vivia na Praia Brava, foi encontrado ferido no dia 5 de janeiro e morreu após ser levado ao veterinário. Um laudo indireto, baseado no atendimento veterinário, apontou que a causa da morte foi um golpe na cabeça por objeto contundente. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e a Polícia Civil pediu a internação de um menor. Outros três adolescentes inicialmente suspeitos foram descartados.

Para o advogado do adolescente apontado como responsável pela agressão, há inconsistências no material reunido. A polícia, por sua vez, afirma que o adolescente entrou em contradição ao declarar inicialmente que havia ficado apenas na piscina do condomínio na manhã do ataque. A defesa também criticou o pedido de internação. “O Estatuto da Criança e do Adolescente não prevê isso. É um absurdo. Não há uma violência contra uma pessoa. Há suposta violência contra animal. Nem clamor público pode ser motivo de causa para isso. E tem mais: nada tem de elemento para o adolescente ser cerceado da liberdade em virtude disso.”

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