Moradores reclamam de alagamentos que invadem casas em bairro de Campinas: ‘Um
mar dentro de casa’
Reclamações apontam falha no escoamento de uma galeria pluvial, que não suporta
o volume de água durante chuvas, e bueiros sujos no Jardim Santa Mônica.
Moradores de Campinas têm suas casas invadidas por chuvas
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Moradores de DE têm suas casas invadidas por chuvas
Moradores do Jardim Santa Mônica, em DE, reclamam de
alagamentos recorrentes após chuvas fortes.
Segundo os relatos, a situação, que já era comum em períodos de chuva intensa,
piorou após a construção de uma galeria pluvial, que não suporta o volume de
água quando há chuva, além de bueiros sujos.
Imagens gravadas por moradores mostram o nível da água subindo rapidamente,
cobrindo vias e se aproximando das residências. Uma câmera de segurança
registrou a água subindo em níveis altos na rua, em menos de três minutos, no
dia 17 de janeiro deste ano — assista ao vídeo acima.
➡️Os moradores mais prejudicados vivem nas ruas Gustavo Stuart, Leônidas de
Castro Serra e José Otávio de Camargo. A galeria fica próxima a uma das
marginais da rodovia Dom Pedro, perto do Aeroporto dos Amarais.
Em nota, a Prefeitura de DE informou que está avaliando medidas para
resolver o problema dos alagamentos e que já identificou uma falha no escoamento
da água em uma tubulação que passa sob a rodovia Dom Pedro.
A administração municipal afirmou que a concessionária responsável foi acionada
para solucionar a questão. A Rota das Bandeiras, no entanto, declarou que
desconhece o problema. A prefeitura também informou que realizou a limpeza dos
bueiros na semana passada e que uma nova ação será programada.
FALHA NO ESCOAMENTO DA ÁGUA
De acordo com moradores, o problema tem sido constante desde o fim do ano
passado. O químico Eduardo Bezerro da Silva afirma que chuvas de curta duração
já são suficientes para provocar alagamentos.
> “Desde novembro do ano passado tem sido recorrente. 15 minutos de chuva forte
> é o suficiente para encher. E aí passando disso já começa a tragédia, porque
> entra nos quintais, nas casas”, afirma o morador.
Na tentativa de minimizar os danos, os próprios moradores chegaram a intervir na
estrutura da galeria, aumentando a abertura por conta própria. A medida, no
entanto, não resolveu o problema e ainda trouxe riscos, já que a tubulação tem
cerca de dois metros de profundidade.
Segundo Eduardo, a estrutura chegou a ser refeita com uma abertura maior, mas os
alagamentos continuam ocorrendo.
O aposentado Valdemir Dias dos Santos mostrou marcas no muro de casa que indicam
até onde a água já chegou. Ele reclama da falta de retorno do poder público
diante da situação.
> “O IPTU aqui é muito caro. E paga o IPTU caro ainda para enfrentar alagamento.
> Para enfrentar todos esses problemas. A prefeitura não dá as caras aqui. Só
> vir e olhar e não se mexer não resolve nada, né?”, reclama o aposentado.
Outros prejuízos incluem danos a veículos. O morador Adriano Xavier contou que
um carro novo foi parcialmente alagado, com a água chegando até o banco
traseiro. Já Flávio Antunes, comerciante, afirma que nunca havia tido problemas
em casa, mas que, após uma chuva considerada fora do normal, a água também
entrou em sua residência.
A aposentada Maria do Carmo Ribeiro relata que perdeu móveis após sucessivos
alagamentos.
> “Perto do Natal, estava na missa, quando cheguei aqui estava um mar dentro de
> casa.”
Segundo ela, guarda-roupas e outros móveis novos foram danificados, e parte do
que sobrou precisou ser descartada após novas inundações.
Além da falha no escoamento, os moradores também reclamam da falta de limpeza
dos bueiros. Em alguns pontos, é possível ver terra acumulada, o que dificulta
ainda mais a drenagem da água da chuva.
Moradores reclamam de boca de lobo que não suporta volume da água durante
chuvas, em DE — Foto: Reprodução/EPTV
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