OSASCO (SP) — Moradores da Rua Luiz Villar, em Osasco, na Grande São Paulo, dedicaram o último domingo (31) a um mutirão para pintar 38 bandeiras do Brasil ao longo dos 275 metros da via. A tradição, que já dura 44 anos e acompanha 11 edições da Copa do Mundo, mobilizou a vizinhança com o uso de cerca de 270 litros de tinta para colorir a extensão da rua.
A ação, que se tornou um marco no bairro localizado na Grande SÃO PAULO, reuniu vizinhos de todas as gerações. Segundo Gustavo, um dos organizadores, a preparação começa com uma campanha de arrecadação entre os próprios moradores. “Todo ano a gente passa na casa de geral arrecadando dinheiro e depois faz a pintura”, contou. Ao todo, foram utilizadas 15 latas de tinta nas cores verde, amarelo, azul e branca.
Para dar conta do trabalho, os participantes se dividiram em equipes responsáveis por cada tonalidade. “Cada um faz a sua parte. A criançada ajudou, o pessoal que está tudo aqui reunido também ajudou”, disse Gustavo.
Mutirão por cores envolve adultos e crianças
Entre os voluntários estava o pequeno Léo, encarregado de ajudar na pintura da cor amarela. Enquanto uns focavam nos pincéis, outros colaboravam com a logística. “Eu comando e faço cachorro-quente para o pessoal. Essa parte é importante”, brincou uma das moradoras. Outra vizinha passou horas trabalhando nas partes azuis do desenho junto com as crianças. “Passei horas aqui com eles. A rua ficou muito unida. Tinha bastante gente. Todo mundo no clima. Aproveitamos para comer cachorro-quente, churrasco. Foi muito bom”, disse ela em relato aos organizadores.
Tradição passa de geração para geração na vizinhança
Mais do que a decoração para os jogos da Seleção Brasileira, a pintura se consolidou como um símbolo de união da comunidade. Sérgio, um dos vizinhos que acompanha a tradição há décadas, afirmou que a confraternização se repete a cada Copa. “No dia do jogo a gente meio que se reúne. Aquele churrasco, cada um no seu canto. Mas na hora do gol, só alegria. Graças a Deus, todo mundo junto”, contou.
Segundo ele, o costume já atravessa gerações da própria família. “Agora a gente vai completar essa Copa com 44 anos. A gente pega nossos pais, gente que a gente já perdeu. Reúne, vai pegando filhos, netos. Vai juntando todo mundo e fica aquele negócio gostoso e vai passando para frente. Daqui até a próxima Copa são nossos filhos, nossos sobrinhos. É uma sensação maravilhosa, uma tradição maravilhosa”, afirmou Sérgio, destacando que o ritual deve ser mantido pelas futuras gerações.


