O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja conduzido ao hospital a fim de realizar exames, após sofrer uma queda e bater a cabeça na cela da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (7), acatando o pedido da defesa feito após o incidente ocorrido na madrugada de terça-feira (6). Bolsonaro passará por tomografia, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma.
Moraes ordenou que o transporte seja realizado pela Polícia Federal de modo discreto, com desembarque pela garagem do hospital. O ex-presidente, que está cumprindo pena na sede da PF, temporariamente deixará o local para realizar os exames. Um relatório médico da PF, elaborado na terça-feira, destacou que Bolsonaro tinha uma ‘lesão superficial cortante’ no rosto e no pé esquerdo. Apesar disso, ele estava consciente, orientado e sem sinais de déficit neurológico, embora tenha demonstrado um leve desequilíbrio ao ficar em pé.
A defesa solicitou a ida de Bolsonaro ao hospital já na terça-feira, porém Moraes negou a remoção imediata argumentando que não havia urgência, solicitando primeiro o laudo da PF e a lista de exames necessários dos advogados. Após a entrega dos documentos, ele permitiu a ida para avaliação complementar. Michelle Bolsonaro relatou que o marido não se recorda do ocorrido depois da queda, apresentando hematoma no rosto e sangramento no pé. Ela expressou preocupação com possíveis danos neurológicos e questionou a falta de atendimento imediato.
Michelle afirmou que tentou conversar com Bolsonaro, porém ele não lembrava de nada do incidente, não sabendo quanto tempo ficou caído ou quando acordou. A ausência de memória levantou receios sobre danos neurológicos e levou a ex-primeira-dama a questionar a demora no atendimento. As preocupações com a saúde do ex-presidente aumentaram, levando a decisão de levá-lo ao hospital para exames complementares, após autorização de Moraes.




