Moraes autoriza visita de Derrite a Bolsonaro na Papudinha
Segundo a decisão do ministro, a visita deverá ser realizada em 25 de fevereiro (quarta da próxima semana), das 8h às 10h.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta segunda-feira (16) que o ex-presidente Jair Bolsonaro receba a visita do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) — relator do Projeto Antifacção na Câmara — na unidade prisional conhecida como “Papudinha”, onde ele está detido.
Segundo a determinação de Moraes, a visita deverá ser realizada em 25 de fevereiro (quarta da próxima semana), das 8h às 10h. Derrite é candidato a uma das duas vagas para o Senado Federal este ano.
Bolsonaro encontra-se preso após ser condenado a 27 anos e três meses de reclusão em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.
Ele estava detido na Superintendência da Polícia Federal, mas foi transferido em 15 de janeiro para o 19º Batalhão da Polícia Militar (PMDF), conhecido como “Papudinha” – por estar localizado dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
O PL Antifacção é um projeto de lei voltado para o combate às facções criminosas, proposto pelo governo federal em outubro de 2025.
O projeto busca endurecer as penalidades contra o crime organizado, estabelecendo novas definições legais, ampliando as penas e alterando as regras de investigação e julgamento.
Derrite foi o relator na Câmara, escolhido pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republican-PB). Enquanto Guilherme Derrite era secretário de Segurança Pública de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Derrite elaborou seis versões do texto do projeto antes de chegar à versão final. Nesse documento, ele não mencionava explicitamente as facções criminosas, mas sim estabeleceu a definição de “organizações criminosas ultraviolentas”.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera que o texto também prejudica financeiramente a Polícia Federal.
Atualmente, o projeto está no Senado, sendo relatado por Alessandro Vieira (MDB-SE). O texto aguarda votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde o governo busca reverter os pontos alterados pela oposição na Câmara.




