O senador Sergio Moro, líder nas pesquisas de intenção de voto para o governo do Paraná, ainda aguarda a confirmação da União Progressista para sua candidatura. Rumores apontam para uma possível mudança de partido para o PL. No entanto, a resistência por parte da cúpula nacional do PL, liderada por Valdemar Costa Neto, e da direção paranaense do partido está evidente. A liderança estadual defende a aliança com o atual governador Ratinho Junior, o que dificulta a aproximação com Moro.
O deputado federal Filipe Barros, pré-candidato ao Senado pelo PL, negou que Moro tenha recebido convite para filiar-se ao partido. Ele ressaltou a importância da continuidade da aliança com Ratinho Junior para o desenvolvimento do Paraná. Barros, aliado da família Bolsonaro, conta com o apoio do governador na disputa. Entretanto, Ratinho Junior espera contar com o PL na coligação liderada pelo PSD para eleger um sucessor no Palácio Iguaçu.
Fernando Giacobo, presidente do PL no Paraná, ainda não se pronunciou sobre o suposto convite a Moro. O histórico do ex-juiz da Lava Jato e sua relação conturbada com o governo Bolsonaro geram resistência no partido, especialmente entre os aliados de Valdemar Costa Neto. Moro já esteve em lados opostos ao atual governador em eleições passadas, o que complica a possível aliança.
A posição do PL pode mudar, conforme interlocutores afirmam, caso Ratinho Junior se confirme como pré-candidato à Presidência. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro teria interesse em garantir um palanque forte no Paraná. A assessoria de Moro afirmou que ele permanece no União Brasil e que as divergências com o PP serão resolvidas com diálogo.
Pesquisa eleitoral recente aponta Moro como líder nas intenções de voto para o governo do Paraná. Seu desafio será conquistar o apoio necessário para seguir adiante com sua candidatura, enfrentando a resistência do PL e alinhando estratégias com possíveis aliados.



