Morte da ex-síndica Maria Lima e briga judicial no edifício JK em BH

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Em uma trama judicial que envolveu o icônico Edifício JK, a ex-síndica Maria Lima das Graças, de 78 anos, faleceu nesta sexta-feira (13). Após mais de 40 anos à frente do condomínio, Maria Lima foi afastada por questões de saúde, sendo substituída por Manoel Gonçalves de Freitas Neto. Desde então, o prédio esteve no centro de uma briga judicial que culminou em uma sentença por crimes ambientais, relacionados à conservação do patrimônio cultural. A decisão da Justiça determinou multas e pagamentos, trazendo novos desafios para a administração do edifício.

Impasses na administração e sentença por crime ambiental

Com a gestão temporária sob responsabilidade de Manoel Gonçalves, o Edifício JK enfrentou contestações quanto à legalidade de sua eleição como síndico. A controvérsia resultou em uma condenação por crimes ambientais, apontando falhas na conservação do prédio e riscos ao acervo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais. Tanto o condomínio quanto Manoel foram penalizados com multas e prestações de serviço à comunidade, marcando um capítulo sombrio na história do edifício.

Síndica comandou o Edifício JK por mais de quatro décadas

Maria Lima das Graças deixou um legado de quatro décadas como síndica do Edifício JK, acompanhando seu processo de tombamento como patrimônio cultural. No entanto, sua saída definitiva do cargo foi marcada por contestações e denúncias de má gestão. O Ministério Público emitiu acusações relacionadas à conservação do prédio, revelando problemas estruturais e ausência de documentação obrigatória, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), tumultuando ainda mais o cenário.

Eleições questionadas

Em um passado recente, as eleições no Edifício JK geraram controvérsias, com acusações de exigências indevidas por parte da então síndica. Os moradores buscaram anular o processo eleitoral na Justiça, relatando falta de transparência e obstáculos para a formação de chapas opositoras. Mesmo diante das contestações, Maria Lima negou qualquer irregularidade, ressaltando sua posição como figura central na administração do prédio ao longo dos anos.

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