A morte de um agricultor durante uma ação da Polícia Militar no Rio Grande do Sul gerou polêmica e indignação. O caso aconteceu na cidade de Pelotas e resultou na morte de Marcos Nornberg, de 48 anos. Segundo o comandante-geral da Brigada Militar, coronel Cláudio Feoli, a abordagem resultou de um “grande mal-entendido com desfecho trágico”, envolvendo 18 policiais.
A operação que resultou na morte do produtor rural foi planejada após a Brigada Militar receber informes da Polícia Militar do Paraná. Dois homens presos no estado vizinho forneceram informações detalhadas sobre a propriedade de Nornberg, indicando-a como um depósito de armas e veículos roubados. No entanto, nenhuma das informações se confirmou.
Durante a abordagem, houve uma colisão de percepções, segundo o comandante, que gerou o trágico desfecho. O agricultor teria acreditado estar sendo roubado, enquanto os policiais interpretaram a situação como uma agressão. Os policiais envolvidos na ação foram afastados de suas funções e as armas utilizadas foram apreendidas.
A Polícia Civil também abriu um inquérito para investigar o caso. O delegado responsável pela Delegacia de Homicídios classificou o número de policiais e viaturas como “incomum”. Testemunhas, incluindo a viúva e familiares da vítima, serão ouvidas para esclarecer os eventos que levaram à morte do produtor rural em Pelotas.
A viúva, Raquel Nornberg, relatou que os policiais agiram com brutalidade e que, mesmo após se identificarem, não foram acreditados. Ela ressaltou o tratamento desumano recebido durante a ação policial. A investigação em curso visa esclarecer os eventos e determinar as responsabilidades dos envolvidos, garantindo justiça para a família da vítima.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pediu uma “rigorosa apuração” da conduta dos policiais envolvidos. Ele destacou que a polícia do estado é preparada, mas não está imune a erros. O caso gerou comoção na região e levantou debates sobre os protocolos de ação policial e a necessidade de mais transparência e responsabilidade nas operações realizadas.
A Brigada Militar esclareceu que a ação foi realizada após um informe da Polícia Militar do Paraná, indicando suspeitas de atividades criminosas na propriedade do produtor rural. A dinâmica dos eventos culminou em um confronto armado que resultou na morte de Marcos Nornberg. A Corregedoria-Geral da corporação instaurou um inquérito para esclarecer os fatos e identificar eventuais irregularidades na operação.




