Morte de Cão Orelha em Florianópolis: Adolescente Indiciados e Debate Internacional

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Cão Orelha: morte de cão comunitário após agressões repercute na imprensa internacional

Quatro adolescentes são apontados como autores das agressões na Praia Brava, em Florianópolis. Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes, foram indiciados suspeitos de coagir uma testemunha.

Cão Orelha: pais e tio de adolescentes são indiciados por coagir testemunha

A morte do cachorro comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, repercutiu na imprensa internacional. Veículos voltados ao público hispanofalante destacaram a indignação popular e o debate sobre impunidade e maus-tratos a animais.

A Polícia Civil investiga quatro adolescentes pelas agressões cometidas contra o cão no início de janeiro. Orelha era cuidado por moradores da região, que o alimentavam, garantiam atendimento veterinário e até construíram uma casinha para ele. O animal não resistiu aos ferimentos e morreu durante o atendimento.

Os adolescentes suspeitos também teriam tentado afogar outro cachorro conhecido por moradores da região da Praia Brava. Três adultos, dois pais e um tio dos adolescentes também são investigados por suspeita de ameaçar e coagir uma testemunha.

A mobilização cresceu nas redes sociais, impulsionada pela hashtag #JustiçaPorOrelha, que reuniu moradores, ativistas e figuras públicas.

INFOBAE

O portal argentino destacou que o caso de Orelha teria sido tratado como um “assassinato” e como um episódio de brutalidade que uniu forças políticas de diferentes espectros no Brasil, algo que o veículo considerou raro em um país polarizado.

O site afirmou que os adolescentes envolvidos seriam de famílias de classe alta de Florianópolis e que parentes deles teriam ameaçado o porteiro que testemunhou o crime.

O veículo apontou que a mobilização online teria sido decisiva para transformar a história em um caso nacional, impulsionada pela hashtag #JusticiaPorOrelha. Também relatou que Orelha era um cão idoso e muito querido pela comunidade, que cuidava dele coletivamente.

FRANCE 24

O portal do canal de notícias francês informou que quatro adolescentes estavam sendo investigados por maus-tratos a Orelha, ressaltando que o cão teria morrido em função da gravidade dos ferimentos.

O canal destacou que três adultos, parentes dos adolescentes, também eram investigados por supostamente coagirem testemunhas.

A emissora mencionou que a primeira-dama Rosângela Janja da Silva teria expressado tristeza e indignação e que ela via a morte do cão como parte de um problema maior relacionado à banalização da violência entre jovens.

LA NACIÓN

Também argentino, o veículo informou que a polícia do Brasil investiga quatro adolescentes pela morte do cachorro comunitário e seus familiares adultos por tentativa de acobertamento.

O jornal afirmou que os ataques teriam ocorrido em meados de janeiro e que o cão morreu em atendimento veterinário devido à gravidade das lesões.

O veículo ressaltou que o caso havia gerado protestos e grande repercussão nacional nas redes sociais. O jornal afirmou que internautas denunciaram tentativas de famílias influentes de abafar o caso.

SEMANA

A versão online da revista colombiana afirmou que o cão Orelha teria sido assassinado de forma brutal e que sua morte desencadeou uma grande campanha por justiça nas redes sociais, indo além do nível local e se tornando uma pauta nacional.

A revista informou que quatro adolescentes estavam sendo investigados pelo ataque e que três adultos teriam tentado encobrir o caso.

A Semana relatou que autoridades apontaram “maus-tratos” como causa principal e que o ataque teria sido tão severo que o animal não resistiu. A revista reforçou que a Polícia Civil havia comunicado que o cão morreu durante o atendimento veterinário.

QUEM ERA ORELHA

A Praia Brava tem três casinhas destinadas aos cães que se tornaram mascotes da região. Orelha era um deles. O cachorro foi encontrado agonizando por moradores, que o levaram a uma clínica veterinária, mas acabou morrendo devido à gravidade dos ferimentos.

Ao DE, a médica veterinária contou que Orelha era “sinônimo de alegria” e que fazia parte de sua rotina com frequência. Segundo ela, o cachorro era extremamente dócil e brincalhão, além de fazer sucesso com os turistas.

Muita gente vinha trazer comida para eles, mas eu era o responsável por alimentá-los todos os dias. Eles não podiam ficar sem comida e sem cuidado, contou o aposentado Mário Rogério Prestes, que acompanhava de perto os animais.

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