Mortes no Hospital Anchieta: Técnica de enfermagem nega envolvimento e advogado aponta suspeito como responsável

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Mortes no Hospital Anchieta: defesa nega envolvimento de técnica de enfermagem e
diz que ela foi vítima de investigado

Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, é investigada por suspeita de ter acobertado dois homicídios. Conduta é ‘exclusiva de Marcos Vinícius’, diz advogado dela; três foram presos.

O que já se sabe sobre as mortes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal[https://s01.video.glbimg.com/x240/14271980.jpg]

O que já se sabe sobre as mortes no Hospital Anchieta, no Distrito Federal

A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa afirmou que a técnica de enfermagem nega qualquer participação nas mortes de três pacientes que estavam internados no Hospital Anchieta[https://de.de/di/no/distrito-federal/noticia/2026/01/22/mortes-no-hospital-anchieta-defesa-de-principal-suspeito-fala-em-juizo-publico-equivocado-e-narrativas-especulativas.ghtml], no Distrito Federal.

As declaração foram feitas nesta sexta-feira (23) em coletiva de imprensa concedida pelo advogado de Amanda, Liomar Torres.

A técnica de enfermagem de 28 anos é suspeita, segundo a Polícia Civil[https://de.de/tudo-sobre/policia-civil/], de “dar cobertura” às ações de Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo[https://de.de/di/no/distrito-federal/noticia/2026/01/21/mortes-no-hospital-anchieta-investigadas-por-encobrir-crimes-tambem-podem-responder-por-homicidio-qualificado-entenda.ghtml], de 24 anos.

Entre as “ações”, Marcos teria injetado doses altas de um medicamento nos pacientes – ou seja, usado o produto como um veneno.

De acordo com o advogado de Amanda, ela nega ter colaborado com o colega de equipe.

> “Ela nega veementemente. […] Em nenhum momento ela participou ou tinha conhecimento das mortes patrocinadas por Marcos Vinícius. A conduta das mortes é exclusiva de Marcos Vinícius”, pontuou a defesa.

PROVA ‘PRECÁRIA E SELETIVA’

Mortes no Hospital Anchieta: polícia do DF passa a investigar mais dois casos suspeitos[https://s02.video.glbimg.com/x240/14275373.jpg]

Mortes no Hospital Anchieta: polícia do DF passa a investigar mais dois casos suspeitos

O advogado assumiu o caso após Amanda alegar “falta de confiança” na defesa anterior, que pediu prisão domiciliar[https://de.de/di/no/distrito-federal/noticia/2026/01/22/mortes-no-hospital-anchieta-defesa-de-investigada-pede-prisao-domiciliar-e-cita-filha-de-9-anos.ghtml].

A nova defesa questionou a consistência das provas – imagens que mostram Amanda no ambiente da UTI enquanto Marcos Vinícius, supostamente, comete os crimes.

> “O que eu tenho de informação […] é que a imagem que vincula Amanda a toda essa questão é uma imagem tirada dentro do ambiente de UTI. Para mim, não tem estranheza nenhuma, porque ela trabalhava no ambiente de UTI”, disse Liomar.

Ele classificou a imagem como “precária e seletiva”. O advogado afirmou que vai pedir a quebra de sigilo do processo.

TÉCNICA DIZ SER VÍTIMA DE MARCOS VINÍCIUS

1 de 3 Amanda Rodrigues de Sousa e Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo. — Foto: Redes sociais

Amanda Rodrigues de Sousa e Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo. — Foto: Redes sociais

Segundo o advogado, após ter conhecimento dos casos, Amanda passou a desconfiar que poderia ter sido uma das vítimas.

O advogado afirmou que Marcos Vinícius e Amanda tiveram uma relação extraconjugal por cinco meses. E que Amanda também acredita ter sido vítima de uma tentativa de homicídio.

A técnica de enfermagem diz que também foi paciente da UTI do Hospital Anchieta no começo de dezembro, após uma cirurgia bariátrica. E que, enquanto estava internada, Marcos Vinícius aplicou “uma medicação” nela.

Logo depois, Amanda diz ter tido uma forte aceleração cardíaca e ter sido socorrida pela enfermeira-chefe.

A defesa afirmou que vai solicitar o prontuário médico para comprovar o atendimento. O advogado destacou ainda que, no dia 1º de dezembro – data de uma das mortes investigadas –, Amanda estaria de licença médica.

INVESTIGAÇÃO

2 de 3 Hospital Anchieta em Taguatinga no DF. — Foto: TV Globo/Reprodução

Hospital Anchieta em Taguatinga no DF. — Foto: TV Globo/Reprodução

Além de Amanda e Marcos Vinícius, também está presa Marcela Camilly Alves da Silva, de 22 anos. Os três são investigados por homicídio e estão presos temporariamente enquanto a polícia conclui o inquérito. A prisão vale por 30 dias, mas pode ser prorrogada por igual período.

A Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar se outros dois pacientes do Hospital Anchieta, em Taguatinga, também podem ter sido assassinados pelos técnicos de enfermagem da instituição[https://de.de/di/no/distrito-federal/noticia/2026/01/20/mortes-no-hospital-anchieta-saiba-quem-sao-tres-suspeitos.ghtml].

As denúncias vieram de familiares que dizem ter reconhecido, nas reportagens sobre o caso, o técnico de enfermagem Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos.

Segundo essas famílias, os parentes que estavam internados no Hospital Anchieta em agosto e em setembro também foram atendidos por Marcos Vinícius – e também morreram com paradas cardíacas súbitas.

Os casos são tratados como suspeitos e vão ser investigados em um inquérito separado pela Coordenação de Repressão a Homicídios da Polícia Civil do DF.

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