Uma motorista de Brasília foi surpreendida ao ser multada em Minas Gerais, enquanto ela estava no Distrito Federal. A infração foi em fevereiro deste ano, por recusa ao teste do bafômetro, em Belo Horizonte. O valor da multa é de R$ 2.934,70 (veja imagem abaixo).
Patrícia Rodrigues diz que tem provas de que estava em Brasília na data da suposta multa. No entanto, segundo ela, não foi possível fazer a contestação pelo aplicativo da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
A fisioterapeuta conta que se pagar a multa, estará reconhecendo a infração, o que resultará na perda da carteira de motorista, na punição de um ano sem dirigir, e na necessidade de tirar a carteira novamente. Ela teme que a situação gere um transtorno injusto em sua vida.
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) informou que não poderia interferir no caso e que a motorista precisaria resolver a questão com o Detran de Minas Gerais. A instituição destacou que a condutora tem até 28 de abril deste ano para apresentar um recurso da autuação por meio do site do departamento.
Em resposta, o Detran-MG afirmou que vai analisar o caso e investigar se houve erro no lançamento da multa. Até o momento, não há indícios de que a placa do veículo de Patrícia tenha sido clonada, segundo o órgão mineiro.
A situação coloca em evidência a importância de verificar atentamente as notificações de multa de trânsito para evitar transtornos desnecessários. Casos como o de Patrícia demonstram a necessidade de um sistema mais eficiente e ágil para contestar e corrigir possíveis equívocos cometidos nas autuações.
Por fim, a denúncia feita pela motorista serve como alerta para que os órgãos competentes estejam atentos a possíveis erros de lançamento de multas, garantindo a proteção dos direitos dos condutores e a integridade do sistema de fiscalização de trânsito. A busca pela transparência e justiça nas penalidades aplicadas é fundamental para manter a confiança dos cidadãos no cumprimento das leis de trânsito.