Motorista embriagada é condenada por atingir motoboy em Curitiba

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Motorista bêbada que atravessou canaleta e deixou motoboy gravemente ferido é condenada por lesão corporal

Motoboy estava a caminho da última entrega da noite, teve 22 fraturas e precisou passar por oito cirurgias. Juíza absolveu Cassiane Aparecida Araújo Aires da omissão de socorro, porque considerou que ela não percebeu que tinha atropelado uma pessoa. Defesa classificou a condenação como ‘justa e equilibrada’.

Motociclista fica gravemente ferido ao ser atingido por carro em Curitiba

O Tribunal de Justiça do Paraná condenou a motorista Cassiane Aparecida Araújo Aires por atropelar o motoboy Mozart Pavoni enquanto dirigia bêbada em Curitiba.

O atropelamento foi em junho de 2021, na esquina da Rua Nunes Machado com a Avenida Sete de Setembro, no bairro Rebouças. Conforme registrado por câmeras de segurança, Cassiane passou por uma via exclusiva para ônibus em um trecho em que não é permitido o cruzamento, passou por cima da calçada e atingiu o motoboy.

Ela não parou no local, nem prestou socorro a Mozart, que estava a caminho da última entrega da noite. Ele ficou internado e teve 22 fraturas e precisou passar por oito cirurgias.

Na sentença, Cassiane foi condenada a 2 anos de reclusão, em regime inicial aberto. Além disso, teve a CNH suspensa por 2 meses e 11 dias.

Na decisão, a juíza Shaline Zeida Ohi Yamaguchi considerou o crime de lesão corporal culposa grave, com agravante de embriaguez ao volante.

Yamaguchi absolveu Cassiane do crime de omissão de socorro, porque considerou que nem ela, nem as passageiras que estavam no veículo, perceberam que tinham atropelado uma pessoa. Por conta disso, não houve intenção de fugir para evitar responsabilização, requisito essencial do crime, conforme a juíza.

A advogada Thaise Mattar Assad, responsável pela defesa de Cassiane Aparecida Araújo Aires, classificou a decisão da Justiça como “justa e equilibrada”.

Em abril de 2022, a Justiça do Paraná decidiu que a motorista deveria ir a júri popular por tentativa de homicídio com dolo eventual – por assumir o risco de matar ao dirigir alcoolizada e em velocidade acima do permitido – e omissão de socorro.

Para Mozart, este trabalho é a oportunidade de garantir dignidade a essas vítimas.

Ele ainda vive com as sequelas do acidente, com limitações pelo corpo.

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