MP-GO pede transparência a postos de combustível

Os postos de combustíveis deverão ser mais específicos com relação à exposição dos valores dos produtos, com valores reais, promocionais e de impostos. A mudança vem de uma recomendação feita pelos Ministério Públicos Federal e Estadual, em conjunto com a Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) e com a Polícia Civil (PC).

A recomendação foi acatada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo em Goiás (Sindiposto) e encaminhado a 302 estabelecimentos em todo o estado. De acordo com o acerto, os estabelecimentos precisarão apresentar em seus painéis o preço real, o preço promocional, vinculado ao uso do aplicativo de fidelização, o valor do desconto, o valor médio regional no produtor ou no importador, o preço de referência para o ICMS, o valor do ICMS, o valor da contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins e o valor da Cide-combustíveis.

O documento solicita que os postos cumpram o decreto federal 10.634/2021, que determina que as informações referentes aos preços reais e promocionais de combustíveis sejam divulgadas de maneira clara e ostensiva. A nova norma foi publicada no dia 22 de fevereiro deste ano e já deveria estar sendo cumprida em todo o país.

Na resposta à recomendação, o Sindiposto afirmou que a orientação foi repassada a todos os postos, independente vínculo associativo.

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Taxa de desemprego entre mulheres foi 45,3% maior que entre homens

A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 7,7% no terceiro trimestre deste ano, acima da média (6,4%) e do índice observado entre os homens (5,3%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, o índice de desemprego das mulheres foi 45,3% maior que o dos homens no terceiro trimestre do ano. O instituto destaca que a diferença já foi bem maior, chegando a 69,4% no primeiro trimestre de 2012. No início da pandemia (segundo trimestre de 2020), a diferença atingiu o menor patamar (27%).

No segundo trimestre deste ano, as taxas eram de 8,6% para as mulheres, 5,6% para os homens e 6,9% para a média. O rendimento dos homens (R$ 3.459) foi 28,3% superior ao das mulheres (R$ 2.697) no terceiro trimestre deste ano.

A taxa de desemprego entre pretos e pardos superou a dos brancos, de acordo com a pesquisa. A taxa para a população preta ficou em 7,6% e para a parda, 7,3%. Entre os brancos, o desemprego ficou em apenas 5%.

Na comparação com o trimestre anterior, houve queda nas três cores/raças, já que naquele período, as taxas eram de 8,5% para os pretos, 7,8% para os pardos e 5,5% para os brancos.

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 7,2%, mais do que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,2%).

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